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  • Henrique Correia

Dá-me um abraço que seja voto


Os eleitos só poderão ser avaliados dentro de 4 anos. Daqui até lá muita coisa acontece, muita coisa fica por acontecer.

Até ao próximo abraço...













"Dá-me um abraço que seja forte

E me conforte a cada canto

Não digas nada, que nada é tanto

E eu não me importo"


Bem podemos recordar esta parte da canção interpretada por Miguel Gameiro "Dá-me um Abraço" para ajudar a compreender certos momentos de campanha, uns mais genuínos do que outros, mas todos com um propósito muito claro de tentar cativar o eleitorado com um abraço ou um aperto de mão, com um sorriso da época, como a fruta, porque a época de exaltar os sorrisos é mais esta, a de aproximação das eleições.

Os candidatos, como podemos observar numa compilação de imagens do Funchal, mas que será porventura transversal a candidaturas por outros concelhos, não se furtam a esforços no sentido de estarem próximo daquele voto. E se para isso for mesmo preciso aquele abraço, vamos a eles porque pode não haver amanhã. E se calhar, para alguns não haverá mesmo, uma vez que a equipa derrotada terá, por certo, uma fase seguinte muito longa para digerir a derrota e as respetivas consequências até de carreiras individuais

Eles fazem poncha, descem de carros de cesto, acariciam animais, tocam no povo para ver se o povo "se toca" e vota "bem" a 26 de setembro. Acompanham a "bisca" dos idosos nas mesas dos jardins, mesmo que alguns deles achem que estas "biscas" da política só ali aparecem para ver o "jogo" dos outros.

Faz tudo parte. E todos os políticos abandonam a sua chamada "zona de conforto", penduram o fato e a gravata e andam como o povo anda, vestem um polo e vai disto para o terreno. É ali que está quem vota e da maneira que as sondagens andam, cada voto pode valer "ouro", sobretudo no Funchal onde os vencedores poderão ter dificuldade numa maioria absoluta.

Mas é assim mesmo sempre que há eleições. A proximidade de eleitos e eleitores é tão grande que ninguém diz as coisas que são ou não feitas sem o eleitorado saber. O voto é importante, mas depois da vitória estar assegurada, só o povo é que fica comprometido com as suas escolhas, os eleitos só poderão ser avaliados dentro de 4 anos. Daqui até lá muita coisa acontece, muita coisa fica por acontecer.

Até ao próximo abraço...


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