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  • Henrique Correia

Dívida global com menos 10 milhões quando comparada com junho de 2019

Ao nível da Administração Regional registou-se um aumento dos valores em dívida face ao evidenciado no ano anterior, reflexo das utilizações de empréstimos contraídos para pagamento de dívida financeira


A vice presidência do Governo Regional emitiu hoje uma nota onde dá conta que "em 30 de junho de 2020, a dívida global da RAM ascendia a 5.336 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 1.300 milhões de euros face ao observado no final de 2012 e um decréscimo de 10 milhões de euros face aos valores de 30 de junho de 2019".

A informação revela que "a dinâmica evidenciada no 2.º trimestre de 2020 é marcada por um decréscimo global, em termos homólogos, materializado pela trajetória descendente observada ao nível do SERAM, sendo que ao nível da Administração Regional registou-se um aumento dos valores em dívida face ao evidenciado no ano anterior, reflexo das utilizações de empréstimos contraídos para pagamento de dívida financeira".

Considerando que o pagamento das amortizações de capital refinanciadas por esta operação ocorrerá até 31.12.2020, somente nessa data será anulado o efeito de aumento da dívida bruta, acrescenta a mesma nota do gabinete de Pedro Calado.

"Embora sem efeito na dinâmica de diminuição da dívida global da Região, no 2.º trimestre de 2020 houve uma diminuição da dívida de Maastricht de 81 milhões em termos homólogos e um aumento de 195 milhões de euros, em comparação com o trimestre anterior. Este crescimento é explicado pela emissão de títulos de dívida ocorrida em maio de 2020, para a APR fazer face à amortização de dívida financeira". acrescenta os indicadores da vice presidência.

Os dados mais recentes referentes à dívida pública mostram que o rácio da dívida em relação ao PIB é inferior na RAM em comparação com o País. Efetivamente, no 2.º trimestre de 2020, o rácio da dívida era de 121,6% na Região, enquanto ao nível do País o mesmo ascendia a 126,1%. De notar que no caso da Região, a evolução observada neste indicador nos últimos dois trimestres, deriva da revisão da estimativa do PIB para 2020 – incluída no Orçamento Suplementar – e que tem já em conta o impacto da pandemia do COVID-19 na economia regional.

Globalmente, os valores apresentados refletem uma trajetória marcada por um processo de ajustamento contínuo e consistente, reflexo da sustentabilidade das finanças públicas da Região.

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