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  • Foto do escritorHenrique Correia

D. Ornelas ao Expresso: "Eu sou heterossexual e não ando a deitar-me por aí..."


"O fim do celibato não acaba com os abusos, senão não havia mamãs e papás abusadores”.





D. José Ornelas Carvalho nasceu a 5 de Janeiro de 1954, no Porto da Cruz, Madeira. É o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e tem estado sob "fogo" de críticas face à forma branda como aquele órgão e a Igreja do ponto de vista global reagiram ao relatório da comissão responsável por avaliar os abusos sexuais no interior da instituição.

Hoje, ao jornal Expresso, edição online, depois de ter assumido que não foi feliz sublinhando que "não correu bem, a comunicação não foi adequada e não consegui passar aquilo que levava para dizer”, D. Ornelas disse: "Eu sou heterossexual e não ando a deitar-me por aí: o fim do celibato não acaba com os abusos, senão não havia mamãs e papás abusadores”.

Tendo feito a sua formação religiosa na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos); foi ordenado padre, no Porto da Cruz, a 9 de Agosto de 1981. Aos jornalistas do Expresso, respondendo à questão sobre sexo celibato resolvia o problema dos abusos, respondeu: "Se assim fosse, não tínhamos papás e mamãs abusadores. Eu nunca escondi que gostaria de ver padres casados na nossa Igreja. Era importante a ordenação de homens casados. A Igreja grega católica, ou a ucraniana, continuam a seguir a disciplina anterior a Trento. Só o Concílio de Trento, já no século XVI, é que impôs o celibato na Igreja latina".

O responsável pela CEP vê com bons olhos a ordenação de homens casados e defende uma mudança dentro da Igreja para acabar com a obrigatoriedade do celibato

Em declarações anteriores, no âmbito da Conferência Episcopal, D. Ornelas apontou medidas que vão além do memorial: "O primeiro objetivo é o apoio às vítimas, porque foi essa razão que nos moveu neste trabalho com a comissão. Em segundo lugar, a comissão fez um trabalho precioso que nos deu uma ideia sobre a situação que existia na Igreja — e ainda está presente — de abusos. Abusos sérios e dramáticos que têm um efeito devastador. O ponto seguinte é o da ação. Precisávamos de nos encontrar e decidir que decisões tomar. E não é assim tão pouco. E sublinhamos uma política de tolerância zero. Vamos criar um ponto de escuta para já. A dimensão deste fenómeno exige uma resposta da Igreja. Vamos avançar com a revisão de todos os sistemas de formação, nomeadamente nos seminários".



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