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  • Foto do escritorHenrique Correia

De Miguel (Sousa) para Miguel (Albuquerque): "São gente, não bonecos"



Num artigo que mereceu já reação de Sara Madruga da Costa ("Há palavras e atitudes que marcam e nunca se esquecem"), Miguel Sousa escreve: "Deputados foram despedidos. Nem um telefonema".



Miguel Sousa prossegue dizendo que trocar uma militante por uma não militante (refere-se a Paula Margarido) "não promove a filiação partidária. Afugenta dos partidos. É o oposto do pretendido".



Miguel Sousa não é propriamente um novato. Nem na política, apesar de estar retirado, nem a "falar grosso" para o lado que quer e no momento que quer. Era assim no ativo, tem no histórico uma liderança da JSD, uma vice presidência do Governo e a vice presidência da Assembleia. É assim "desativado" da ação política, mas atento e disso dá conta na sua colaboração no Diário, um jornal com o qual também sempre teve uma relação de grande "amor" ou de grande "ódio" mesmo em fases de grande proximidade com as respetivas direções.

Foi precisamente no artigo publicado naquele matutino que Miguel Sousa decidiu ser a voz pública de um descontentamento que já tínhamos referenciado num artigo publicado neste espaço, relativamente ao sentimento, dentro do PSD Madeira, sobre a lista de candidatos da coligação PSD/CDS, denominada "Primeiro Madeira", à Assembleia da República. Miguel Sousa salvaguarda que "Pedro Coelho é excelente cabeça-de-lista", mas trouxe, agora, uma reação crítica para com Miguel Albuquerque, sem nunca se referir ao líder, mas com várias passagens onde aborda atitudes menos corretas no processo de escolha da lista, mas sobretudo no processo que envolveu a saída dos anteriores deputados, que foram "despedidos" sem um telefonema e souberam pela comunicação social, como também referimos anteriomente.

Num artigo que mereceu já reação de Sara Madruga da Costa ("Há palavras e atitudes que marcam e nunca se esquecem"), Miguel Sousa escreve: "Deputados foram despedidos. A Sara foi uma deputada séria, competente, combativa, dedicada e leal às causas do PSD Madeira. Dos poucos políticos sem interesses pessoais. Discípula, desde a primeira hora, da liderança de Miguel Albuquerque, a quem sempre ajudou. Estranho o líder do PSD-Madeira, o seu secretário-geral ou outro dignatario laranja, não ter feito no mínimo um telefonema informando da não recondução e de agradecimento pelo seu trabalho exemplar e nunca, repito, nunca criticado".

Miguel Sousa prossegue dizendo que trocar uma militante por uma não militante (refere-se a Paula Margarido) "não promove a filiação partidária. Afugenta dos partidos. É o oposto do pretendido".

O antigo vice do Governo Regional também fala sobre Dinis Ramos, uma jota que mal chegou saiu: "Já agora, queimar um jovem da JSD por troca com um sénior não abona a nova geração. O PSD pode fingir uma limpeza, mas a JSD-M, como organização autónoma que todos os líderes anteriores tinham de reconhecer, devia ter sido excluída dessa purga inexplicável. Não há justificação racional para o afastamento de Dinis Ramos dez meses depois de lhe pedirem para assumir o cargo" (aquando da saída de Sérgio Marques).

Sobre Patrícia Dantas, disse desconhecer se há algum impedimento de candidatura, mas aponta-a como uma deputada "interessada e presente nos principais dossiers"

Miguel Sousa conclui que "na política não se pode estar sem poder. Deve ser o caso da Sara, da Patrícia e do Dinis. Tudo lhes aconteceu ao contrário do seu desejo e vontade. Mas as pessoas contam. São gente. Não bonecos atirados de um lado para outro".

Sobre a coligação PSD/CDS, Miguel Sousa também passa uma mensagem curiosa: "Em 2023, uma coligação pré-eleitoral não foi suficiente, havendo que recorrer ao PAN. Insistem novamente no erro em 10 de março. Se perdurar esta teimosia, será que acabam em fusão? Com outro nome? Nunca mais voto no PSD?"

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