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  • Foto do escritorHenrique Correia

Denúncias de anomalias no serviço de Obstetrícia do Hospital Nélio Mendonça

PAN divulga depoimentos de mães e questiona: será que o Hospital tenta cada vez mais evitar partos por cesariana, a fim de reduzir os custos dos partos?




Uma mãe denunciou que esteve dois dias a deambular pelos corredores do 4º andar do Hospital Dr. Nélio Mendonça "para forçar o parto, não se tratando de um caso único". Uma denúncia que se estende a uma outra mulher, "que foi mãe pela primeira vez depois dos 40 anos, foi durante três dias sujeita à indução de parto até que decidiram realizar uma cesariana".

Estas situações foram hoje tornadas públicas pelo PAN, que se questiona sobre o porquê desse atraso: será que o Hospital tenta cada vez mais evitar partos por cesariana, a fim de reduzir os custos dos partos? Não seria legítimo avançar para um cesariana mais precocemente, uma vez que após as 24 horas a mulher encontra-se exausta, evitando assim menos tempo de internamento e as consequências associadas aos cuidados de saúde?

Segundo divulga aquele partido "outra jovem mãe relatou que passou dois dias com contrações e por vários tipos de indução, até que foi sujeita a um parto forçoso, com ventosas, deixando sequelas na bebé. Ainda outra mãe também contou-nos, claramente transtornada, que durante o seu parto foi: “feito um rasgão até ao reto” (...). “A mim nem me deixaram gritar com as dores, disseram que ia assustar as outras grávidas, para não falar que nas aulas de preparação para o parto ensinam-nos a mexer o corpo e em nenhuma ocasião me foi permitido movimentar na minha própria cama. Tive contrações, pedi para ir varias vezes à casa de banho e quando fui, foi quando elas quiseram e mandaram-me contra as ordens da médica.”

Além disso, prossegue o documento hoje divulgado pelo PAN, "uma mãe indicou que lhe foi feito o corte do períneo, sendo uma vítima entre tantas outras mulheres que não querem cortar a sua vagina, mas os médicos têm realizado estes procedimentos sem autorização das mesmas. A mesma mãe ainda nos diz: “Logo que entras no hospital tratam-te com uma frieza que te rouba logo o brio de ser mãe. É obrigatório assinar um termo de responsabilidade em que estás totalmente entregue ao hospital e que eles nem te deixam ler. Dizem que tens de assinar e pronto. Quando eu fui assinar eu disse que queria ler, responderam que não havia tempo e que era para assinar. Questionei que se não assinasse o que acontecia, eles disseram que então ia ter o meu filho na rua e se era isso que eu queria. Fui jogada para um quarto sem nenhum tipo de explicação e só recebi a minha cópia do "contrato" no final da estadia. O mais ridículo é que ainda recebi por email as despesas que o hospital teve comigo e com o meu filho mas com uma nota que não ia pagar e era só para dar de conta.”

Refere o PAN que "a falta de brio profissional de alguns profissionais do serviço de obstetrícia no Hospital Nélio Mendoça é com o qual todos nos devemos preocupar. Algumas mães denunciaram casos de humilhação que passararam no momento do parto a entidades superiores do SESARAM e que até ao momento não tiveram qualquer tipo de resposta. Este tipo de situações não pode passar impune".

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