Buscar
  • Henrique Correia

Desafio de André Ventura "encosta" Albuquerque às "cordas"

André Ventura desafia Albuquerque a apoiá-lo e a integrar a sua candidatura à Presidência da República. E agora?



Agora, é André Ventura a desafiar Albuquerque para lhe dar apoio na candidatura às presidenciais É só desafios. Enquanto se lembrar, Miguel Albuquerque nunca mais se mete noutra. Lembrou-se de desafiar Marcelo e veio dizer que até poderia ser candidato a Belém, para as eleições de janeiro, num contexto em que os dias passavam e nem António Costa respondia ao pedido de apoios da Madeira, num contexto Covid-19 e no âmbito das medidas de contenção, nem o Presidente da República "mexia uma palha" para fazer pressão tendo em vista Lisboa dar resposta.

Essa suposta candidatura ou pré candidatura melhor dizendo, trazia uma carga emocional muito forte, e como quando se joga mais com o coração do que com a cabeça, pode dar resultado ou pode vir estilhaços a caminho. Abriu o "peito às balas", disse que podia concorrer com Marcelo contra o instituído, para falar da Regionalização nos debates de campanha, mas depois de resolvido parte do problema para a Madeira, nunca mais falou no assunto. Não falou desse mas falou de um outro, colocando-se ao lado de Rui Rio quando este admitiu uma aproximação ao CHEGA de André Ventura, não para as presidenciais mas para legislativas nacionais.

Mas é muito em tão pouco tempo, são dois "tabuleiros" e as presidenciais estão perto. Jardim já disse que apoia Albuquerque a Belém, disse-o recentemente antes que essa "candidatura" caísse no esquecimento. Disse isso e disse mais, como já demos conta, que apoia se Albuquerque se este tiver a ousadia de o fazer. Uma fasquia alta e um "beco sem saída", se não for não é ousado o suficiente, se for a ousadia pode custar cara em termos políticos. Agora, é André Ventura, que aproveita a disponibilidade de Albuquerque para convidá-lo a apoiar formalmente e integrar a sua candidatura à Presidência da República, em janeiro de 2021". Um convite inesperado ou talvez não. Se não aceitar, fica mal depois daquele apoio todo, ou há confiança ou não há. Uma ousadia, também, se aceitar. Será curioso ver como é que o presidente do PSD-M vai sair disto.





8 visualizações