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  • Henrique Correia

DGS reforça aviso de riscos para o contacto físico entre pessoas de diferentes núcleos

Este alerta visa evitar festas, ajuntamentos, o que se revela fundamental para assumir as precauções mesmo em zonas de menor incidência, como é felizmente a Madeira. Todo o cuidado é pouco

A Direção-Geral de Saúde já alertou com base em avaliações dos investigadores, o que não é propriamente uma novidade. A descompressão pode levar aos riscos mesmo em zonas de menor incidência, como é o caso da Madeira. Veja-se a vizinha Espanha, que em três dias registou 400 mil casos e a Catalunha e Múrcia já retomaram algumas regras, entre elas a proibição de ajuntamentos. É, por isso, importante manter a atenção para a etiqueta da respiração, uma vez que parece residir, neste particular, o maior problema. Mas o que se vê por aí, nesta matéria, pode ser preocupante, com tanta gente sem máscara e tantos ajuntamentos à noite. E de dia, também.

A DGS chamou a atenção para "os riscos associados ao contacto físico entre pessoas de diferentes núcleos, como aconteceu recentemente num concerto em Fafe, que acabou por ser cancelado a meio porque não estava a ser respeitado o distanciamento físico.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, a especialista disse que “todas as situações que constituem um risco para a saúde pública pela não observação de regras têm, da parte da Direção-Geral da Saúde, uma reação de forte preocupação”.

A diretora-geral disse que “o contacto físico é, de facto, o maior de todos os riscos e o contacto físico entre múltiplas pessoas de múltiplos núcleos familiares e de diferentes origens aumenta muito o risco [de contágio]”, sublinhou Graça Freitas.

Relativamente ao evento que decorreu em Fafe, a Diretora-Geral da Saúde demonstrou a sua preocupação “por ter sido possível tantas pessoas de origens e famílias diferentes se terem juntado de forma muito próxima, num contacto face a face que permite o contágio”.

A responsável pela DGS apelou aos que estiveram presentes para contactarem a linha SNS 24 se tiverem algum sintoma de COVID-19. “A intervenção precoce pode limitar o eventual aparecimento de um surto”, destacou.


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