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  • Henrique Correia

DGS segue a Madeira na vacinação dos 12 aos 15 mas não sabe como nem quando


Graça Freitas tem uma "tirada" de eleição: "Se a vacinação não começar exatamente no início do ano letivo, começa logo a seguir, mais semana menos semana". Esclarecedor...




A diretora geral de Saúde tem muita "Graça", como diz o povo. Se não fosse o caso ser sério, obviamente. Hoje, Graça Freitas anunciou a recomendação de vacinação universal para crianças e adolescentes dos 12 aos 15 anos, uma decisão já assumida na Madeira há algum tempo quando ainda a DGS estava a estudar o assunto. E depois, estranham se alguns ministros, do Governo PS, vierem à Madeira elogiar as medidas do Governo Regional, do PSD/CDS, como aconteceu recentemente com o ministro Siza Vieira.

Mas Graça Freitas não se ficou apenas pelo atraso na decisão, foi mais longe e disse mesmo assumindo um outro atraso, tudo muito calminho: "Todos os processos começam com uma recomendação técnic, depois vem a parte logística. Não se tenha a expetativa que a vacina dos 12 aos 15 anos vai começar hoje. Hoje, foi tomada a decisão técnica, depois vem a logística".

Mas Graça Freitas continuou a surpreender quando um jornalista questionou sobre se essa parte logistica chegará a tempo de vacinar os jovens antes do início do ano letivo, ao que a diretora geral da Saúde respondeu: "Espero que sim, mas se não for exatamente antes do início do ano letivo, será nos dias seguintes. Mais uma semana, menos uma semana, não terá impacto negativo muito grande".

E pronto, ficamos a saber, pela voz de Graça Freitas, que a vacinação dos adolescentes dos 12 aos 15, que já vem atrasada e cujo objetivo é dar maior segurança no início do ano letivo, não é importante que comece exatamente antes do início do ano letivo. Mais semana, menos semana, não tem muito impacto.

A diretora geral de Saúde justifica esta decisão tardia com novos dados recebidos estes dias, curiosamente pouco tempo depois da advertência de Marcelo Rebelo de Sousa e do responsável pela "task-force", vice almirante Gouveia e Melo, que falaram precisamente no tempo que estaria a esgotar-se para abranger a vacina deste escalão etário.

A verdade é que, neste processo de vacinação, tal como aconteceu relativamente às medidas de prevenção, na sua maioria, a Região assumiu sempre uma dianteira que foi determinante, ainda que pelo meio possam existir, num ou noutro aspetos, alguma falha de coerência sobre o que fazer para evitar ajuntamentos sem colocar em causa a economia.





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