Dinarte revoltado por não se perceber o valor do CDS
- Henrique Correia

- 7 de out.
- 2 min de leitura
Presidente e recandidato em Santana, um desalinhado de coligações, teceu críticas à frente dos (seus) lideres: aos autarcas "que abandonaram o partido" e à "falta de lealdade de alguns elementos".

Dinarte com Nuno Melo a ouvir: "Não é a um mês ou dois das eleições que se convence o povo. É preciso trabalhar, estar no terreno, e é isso que nós fazemos todos os dias em Santana.”
Nuno Melo é, como se sabe, líder nacional do CDS e ministro da Defesa bo Governo da República de coligação com o PSD. José Manuel Rodrigues é, também como se sabe, líder regional do CDS e secretário regional da Economia no Governo Regional de coligação com o PSD. Dinarte Fernandes é, como igualmente se sabe, o presidente da Câmara de Santana, pelo CDS, recandidato, e contra coligações, regionais ou locais, uma espécie de "desalinhado" com a estratégia partidária que, com pouca expressão eleitoral, segura muito o PSD no poder. Todos estiveram hoje em Santana.
E a verdade é que este desalinhamento de Dinarte nota-se sempre que há iniciativas públicas. Já disse, anteriormente, valer mais do que o próprio partido, explicando assim a popularidade e os votos que teve e que espera ter. Uma espécie de "recado" no sentido que o autarca leva o partido a "reboque" e não o contrário. Hoje, voltou a deixar marca com os lideres ao lado: criticou antigos autarcas que abandonaram o partido, lamentou "a falta de lealdade de alguns elementos, reforçando que o CDS e o PSD não são a mesma coisa.
Causa-me revolta que não se perceba o valor do CDS. Santana é prova viva de que o CDS tem um caminho próprio, com resultados e com confiança.”
O autarca valorizou a presença do líder nacional e sublinhou a importância de um trabalho contínuo e próximo da população.
“Não é a um mês ou dois das eleições que se convence o povo. É preciso trabalhar, estar no terreno, e é isso que nós fazemos todos os dias em Santana.”
Nuno Melo destacou que o CDS lidera câmaras municipais com listas próprias no continente, nos Açores e na Madeira, contando atualmente com mais de 1700 autarcas eleitos.
O líder centrista salientou ainda que o partido está presente em 42 autarquias em coligação, onde os votos e candidatos do CDS são decisivos para as vitórias alcançadas.
“Mesmo que no dia das eleições os meus amigos nas televisões pintem as conquistas das coligações todas de cor de laranja, o CDS está lá — com esforço, votos e trabalho”, referiu, numa alusão às coligações com o PSD".





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