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  • Henrique Correia

Diretor nacional vem à Madeira e pode ver o que falta à polícia para garantir melhor a segurança


Magina da Silva desloca-se numa fase complicada, também, pelo facto da Madeira ter ficado sem os elementos estagiários que durante algum tempo reforçaram as forças policiais


O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública vem à Madeira para estar presente no aniversário do Comando Regional, a 1 de setembro. E não podia ser na melhor altura. Ou na pior, uma vez que vai poder verificar, em conjunto com as estruturas regionais, as dificuldades da polícia num contexto de retoma da vida na Região, com alguns reflexos na segurança das populações, que sem ser uma realidade alarmante, já é seguramente motivo de preocupação generalizada.

O Superintendente-chefe Manuel Magina da Silva desloca-se numa fase complicada, também, pelo facto da Madeira ter ficado sem os 46 estagiários que durante algum tempo reforçaram as forças policiais na Região, cujo contingente global anda à volta dos 700 elementos. Foram esses estagiários que asseguraram parte do policiamento de rua, que era visível e que foi muito útil no período imediatamente a seguir ao confinamento. Agora, regressados ao continente, deixaram a polícia da Madeira como estava antes, com o mesmo número de agentes e com os mesmos problemas, que se juntam às carências já antes observadas com as condições de algumas esquadras e a falta de efetivos para dar resposta às necessidades e às preocupações trazidas pela criminalidade.

O diretor nacional já deve saber do assunto. Mas em solo regional, depois de ter um encontro com o Representante da República para a Madeira, no dia 31 de agosto à tarde, deverá debater-se com os focos que nos últimos tempos têm sido mais visíveis em termos de segurança das populações. O Funchal desconfinado não é o mesmo, há receios em algumas ruas, antes seguras, e a situação agudiza-se a cada dia e é alvo das conversas que ocorrem pela cidade. É um problema que se sente, é real. Lojas fechadas, mais sem abrigo, mais problemas visíveis na via pública.

Câmara de Lobos é outro foco, atingiu um pico de ocorrências, com furtos e violência, alguma em dias consecutivos, ao ponto do presidente da Câmara ter decidido reunir-se com a polícia e assumir o pagamento de um reforço policial, pelo menos na baixa e em determinados períodos do dia, considerados críticos. Uma situação insólita por falta de resposta das autoridades nacionais que superintendem as forças de segurança e que também se debatem com graves problemas em Lisboa. Depois, foi o Porto Santo, onde o escasso policiamento permitiu situações de desacatos e vandalismo, que só reduziu com um reforço desencadeado depois de vários episódios na noite movimentada da ilha.

É importante que a Região deixe bem claro, ao diretor nacional, que é preciso colocar o problema ao Ministério da Administração Interna, apostando que Magina da Silva saberá encontrar, não só a melhor forma de se inteirar dos problemas reais, mas também de os fazer chegar a quem de direito para que as Regiões possam confiar nas polícias tendo em vista a garantia da sua segurança.

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