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  • Foto do escritorHenrique Correia

Discoteca "Vespas" como suposta placa giratória de dinheiro vivo



"Apesar da ACIN ser um dos patrocinadores, nunca houve contrato escrito e as verbas eram depositadas nas empresas que Calado e Camacho indicassem. Em 2023 foram 17 500 euros", revela o Expresso citando que disse sócio Tolentino Pereira à PJ.



A linha de investigação do Ministério Público relacionada com os processos em curso sobre suspeitas de corrupção na Madeira, revelam que a discoteca "Vespas" funcionava, supostamente, como uma placa giratória de circulação de dinheiro vivo. Foram ali encontrados vários envelopes, com inscrições enigmáticas, no interior de um cofre embutido na parede de uma das divisões. No total, 499.200 euros.

Esta informação vem hoje publicada no jornal Expresso e dá conta que os investigadores consideram que a verba seria para fuga ao fisco e pagamentos rápidos, uma espécie de "saco azul", que envolvia Pedro Calado no âmbito dos patrocínios da equipa de ralis, era co-piloto de Alexandre Camacho, alegadamenre a troco de obras às empresas em contexto de adjudicações na Câmara do Funchal e no Governo.

O Expresso revela que no decorrer das buscas a uma das empresas, a ACIN de Luís Sousa, um dos proprietários do JM, em conjunto com Avelino Farinha, um dos sócios daquela empresa, Tolentino Pereira, disse aos inspetores que Calado e Alexandre Camacho têm o controlo das Vespas, acrescentando que apesar da ACIN ser um dos patrocinadores, nunca houve contrato escrito e as verbas eram depositadas nas empresas que Calado e Camacho indicassem. Em 2023 foram 17 500 euros, sendo que em 2020 Alexandre Camacho foi trabalhar para a ACIN.

A linha de investigação constata que a partir do momento em que a ACIN patrocinou a equipa se Calado nos ralis, a empresa ganhou 1,8 milhões de euros em contratos públicos.

O jornal sublinha que nem o sócio Tolentino Pereira nem o piloto e colaborador da ACIN Alexandre Camacho foram ainda ouvidos no âmbito dos três inquéritos em curso e nos quais o presidente do Governo foi constituído arguido, tal como o ex-presidente da Câmara Pedro Calado e os empresários Avelino Farinha e Custódio Correia.

Recorde-se que nos últimos dias, o piloto Alexandre Camacho anunciou que não participa nas competições deste ano por duas razões: falta de co-piloto e falta de patrocínios, sendo que Pedro Calado já tinha anunciado o seu abandono da competição mesmo antes dos processos judiciais.

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