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  • Henrique Correia

Dos 190 milhões de Barreto, 120 milhões são para linhas de crédito, denuncia o PS



Os anunciados apoios ao Funcionamento – 29 milhões de euros – ainda se encontram em fase de assinatura dos termos de aceitação



Primeiro, dos 190 milhões de euros anunciados pelo secretário regional da Economia, como apoio às empresas, 120 milhões "correspondem aos valores atribuídos através das linhas de crédito. Portanto, não são apoios concedidos às empresas a fundo perdido e, até à data, representam apenas mais endividamento por parte dos empresários", denuncia o PS-M. Segundo, os anunciados apoios ao Funcionamento – 29 milhões de euros – ainda se encontram em fase de assinatura dos termos de aceitação.

Esta avaliação foi feita pelo deputado socialista Sérgio Gonçalves, recordando que, no final do ano passado, foi anunciada a abertura, para janeiro de 2021, de novos avisos para candidaturas a apoios ao Funcionamento, com uma taxa de comparticipação de despesas elegíveis de 75%. Contudo, estamos já em março e “ainda não foi disponibilizado esse apoio”.

Já no que se refere ao “Adaptar”, que prevê uma ajuda a fundo perdido às empresas, para ajustarem a sua operação, em termos de condições de segurança e sanitárias, para a reabertura, Sérgio Gonçalves aponta que a segunda tranche desse valor ainda não foi atribuída, ao contrário do que foi prometido.

O parlamentar lembra ainda que, o ano passado, a Região socorreu-se de um empréstimo de 458 milhões de euros e que, além disso, houve também a concessão de moratórias relativas ao Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, no valor de 144 milhões de euros. No entanto, “o que vemos é que, efetivamente, destes cerca de 600 milhões de euros que estão à disposição do Governo Regional, estas verbas não se traduzem em apoios efetivos à economia, às empresas e ao setor privado”. Isto numa altura em que a Região tem a mais alta taxa de desemprego do país e o PIB sofreu uma quebra de cerca de 21%.



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