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  • Henrique Correia

"Dubai na Madeira" é aposta de 300 milhões e o luxo que Albuquerque quer


Trata-se do maior empreendimento imobiliário privado na região, com 9 edifícios, que será construído numa área com 32 mil metros quadrados. A obra fica concluída em 2023.









É conhecido pelo "Dubai na Madeira". E só por isso explica o luxo. É um projeto imobiliário que envolve um montante que pode chegar aos 300 milhões. São destes investimentos que Miguel Albuquerque quer para a Madeira, sabe que este luxo chama luxo, chama dinheiro e afasta inflaciona a oferta para os madeirenses, que à conta disso dispõem de casas do PRR a custos controlados. Falta saber se p mercado estrangeiro de investimento responde nesta dimensão e se o mercado interno resiste com esta opção.

Hoje, o Dubai na Madeira, da Varino, uma empresa do grupo AFA, foi pomposamente apresentado no Savoy Palace. Com Miguel Albuquerque, presidente do Governo, com Pedro Calado, presidente da Câmara do Funchal, que já integrou a equipa do empresário quando este comprou o JM. Quem não estava era o presidente da Assembleia, não se sabe se recebeu convite.

Albuquerque reagiu no seu Facebook sobre este projeto que "visa clientes de alto rendimento e que considero de enorme qualidade, levado a cabo por dois dos mais brilhantes e eminentes empresários do País. Creio ser de extrema importância, para uma Região como a nossa, a realização de projetos como este e a atração de residentes que potenciam o efeito multiplicador essencial para o reforço da nossa Economia".

Também Calado falou na cerimónia para reforçar a importância do luxo: "Trata-se de um projeto que marcará o futuro da cidade do Funchal, com um impacto significativo, não só em termos de investimento, mas sobretudo pela criação de uma nova centralidade de luxo".

O presidente da Câmara elogiou o Grupo AFA e Socicorreia que se juntaram para executar um “excelente” e “grandioso” investimento na cidade, que ronda os 300 milhões de euros. "Trata-se do maior empreendimento imobiliário privado na região, com 9 edifícios, que será construído numa área com 32 mil metros quadrados. A obra fica concluída em 2023.

Pedro Calado revelou que na zona oeste do Funchal serão construídas nos próximos 4 anos, 1.900 habitações, representando um volume de negócios de mil milhões de euros, lembra uma nota do gabinete de comunicação da Autarquia.

Dos 108,54 milhões de euros, total da carga fiscal,  a autarquia do Funchal irá beneficiar com o projeto imobiliário da Varino cerca de 20% .

Não obstante, garantiu manter o nível dos impostos o mais baixo: “O IMI, o MT e as taxas de licenciamento, não vão ter qualquer agravamento, bem pelo contrário. Para este tipo de investimento e para muitos outros o que nós vamos fazer, é reduzir a carga fiscal e ter atratividade de investimento”.

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