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  • Henrique Correia

Eleições antecipadas à vista; PCP vota contra o Orçamento de Estado


O Governo já tinha apresentado algumas medidas que normalmente são bandeiras do PCP, como por exemplo o aumento das pensões até 1097 euros já em janeiro. Não será possível se houver eleições.


António Costa com margem quase zero para o Orçamento.


Ganha cada vez maior possibilidade a convocação de eleições antecipadas depois da decisão, hoje, do PCP em votar contra o Orçamento de Estado. Mesmo com a abstenção das duas deputadas únicas e do PAN, seria insuficiente para o PS ver passar o OE para 2022.

Agora, a esperança do PS está no BE e em Marcelo, uma vez que o Bloco de Esquerda já anunciou o voto contra mas deu prazo até quarta-feira para haver avanços que justifiquem o voto a favor. E em Marcelo porque é quem vai decidir a dissolução.

Com o cenário verificado hoje e atendendo à posição do Presidente da República de não querer um governo de gestão a trabalhar com duodécimos, tudo se encaminha para que Marcelo dissolva a Assembleia da República e o País tenha eleições legislativas nacionais em janeiro.

Seguindo o pensamento do Chefe de Estado, haverá convocação do Conselho de Estado, a audição aos partidos, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições, com o País ainda a recuperar da crise sanitária e económica e a passar para uma crise política.

Marcelo alertou, a seu tempo, para os perigos de eleições antecipadas, uma vez que isso implicava um período alargado de suspensão governativa, com as consequências para a estabilidade nacional.

Com esta decisão, o PCP fica comprometido, pela negativa, com o eleitorado, uma vez que o Governo já tinha apresentado algumas medidas que normalmente são bandeiras do PCP, como por exemplo o aumento das pensões até 1097 euros, já em janeiro e não em agosto como estava previsto. O voto contra e o chumbo do Orçamento deita por terra essas medidas, o que pode penalizar os comunistas nas eleições antecipadas, dando sequência à perda de votos nas recentes autárquicas.

Para o PSD, o momento também não será o melhor para uma crise política, uma vez que tem as eleições diretas internas a 4 de dezembro, sendo que o congresso seria em janeiro, o mês das eleições nacionais antecipadas. No entanto, o candidato Paulo Rangel, já defendeu eleições antecipadas, acreditando que ganha o partido e depois ganha o País.

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