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  • Henrique Correia

Eleito do CDS "tosquiou" o seu presidente na Fajã da Ovelha para "ajudar" PSD


O que os presidentes da Junta e da Assembleia de Freguesia não contavam era com a "onda" de propostas do PSD e a surpreendente abstenção de um eleito do CDS.



O que fará Rui Barreto sobre a situação ocorrida na Fajã da Ovelha?


Se fosse o saudoso Fernando Pessa, antigo jornalista da RTP, terminaria esta peça, jornalística, como sempre o fez no seu tempo e que os mais novos não se lembram mas podem pesquisar: "E esta, hein?"

A peça é sobre o CDS. De facto, o CDS Madeira anda num "rebuliço" no seu "andar de baixo", entendendo-se este sentido figurado como as bases do partido arrastadas para esta alargada coligação com o PSD, que praticamente passa para segundo plano os objetivos partidários. E a convergência é de tal ordem que mesmo não havendo coligação, há eleitos do CDS que se "enganam" quando é para votar ou porventura fazem acordos de "incidência" pontual.

A verdade é que o episódio ocorrido na Junta de São Gonçalo, de coligação PSD/CDS, onde o eleito do CDS chumbou o Orçamento - considerou copy paste do orçamento de 2021- deixando o PSD a falar sozinho e originando um "escândalo" na coligação e no seu próprio partido, que já prometeu processo disciplinar para servir de exemplo, trouxe a debate um outro caso, também ocorrido numa Junta de Freguesia, da Fajã da Ovelha, dirigida pelo CDS e com um nome forte do partido, Gabriel Neto.

Acontece que se falou pouco do assunto, talvez porque o PSD não "encostou" Rui Barreto à "parede", como fez em relação a São Gonçalo. Não o fez nem podia fazer, porque na Fajã da Ovelha só ficou a ganhar.

O episódio é simples e passou-se numa sessão daquele órgão. A Assembleia de Freguesia, saída das últimas eleições, teve um resultado de 5-4 favorável ao CDS. Um dos elementos centristas já tinha dado conhecimento da sua ausência, por doença, o que daria sempre maioria ao CDS através do voto de qualidade do presidente. Mas o que os presidentes da Junta e da Assembleia não contavam era com a "onda" de propostas do PSD e a surpreendente abstenção de um eleito do CDS, que desde logo abriu a passadeira social democrata para ima vitória na votação. Uma "janela" que o PSD viu ou, como comentam na freguesia, "fez" abrir para aprovar as suas propostas. Será o CDS a governar com propostas do PSD.

Na Freguesia, os comentários vão no sentido comparativo com o que se passou em São Gonçalo. Dizem, com algum humor, que o presidente da Junta, um ativo importante do CDS, foi "tosquiado", na Fajã da Ovelha, pelo PSD e pelo eleito do CDS, que por comparação também justificaria um processo disciplinar e uma declaração de solidariedade para com o presidente da Junta, em vez do silêncio da liderança regio nal.

E assim vai o CDS entre a "espada" e a "parede". A "espada" é a sua existência fora do PSD; a parede representa as bases do partido. E, claro, a espada nunca...






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