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  • Henrique Correia

Emanuel Gomes: incompetência no PSD e "aselhice" na ARM

"Tentar expulsar, pelo menos é essa a percepção pública, o Alberto Olim, presidente da junta e deputado do concelho, do seu lugar de quadro da empresa ARM, é dar, de mão beijada, trunfos eleitorais ao PS local".





Emanuel Gomes já foi, em tempos, presidente da Câmara de Machico. Conhece bem as estruturas locais do PSD, conhece bem o concelho, sabe as caraterísticas do eleitorado, como reage, como vota de acordo com circunstâncias e com pessoas. Conhece o suficiente para deixar uma observação face a tantos acontecimentos envolvendo a máquina laranja, desde o Funchal onde está o núcleo duro do partido, até à estrutura local: o PSD parece ter desistido de Machico.

Num artigo publicado no JM, onde é articulista regular, trouxe a público algumas situações incómodas para o partido e para o Governo, no fundo para a Comissão Política Regional, mais clarinho para o líder Miguel Albuquerque. Diz que o PSD não aprendeu nada com o passado, com a vitimização que só deu derrotas atrás de derrotas.

Emanuel Gomes escreve que "tentar expulsar, pelo menos é essa a percepção pública, o Alberto Olim, presidente da junta e deputado do concelho, do seu lugar de quadro da empresa ARM, é dar, de mão beijada, trunfos eleitorais ao PS local. Até porque Alberto Olim é visto como o mais provável candidato a presidente da Câmara no próximo mandato. Há de facto quem não tenha aprendido nada com as cenas da Ribeira Seca ou com a colocação de professores o mais longe possível do concelho. Coisas de outros tempos", referiu Emanuel Gomes sem dizer, objetivamente, mas deixando implícito, que as coisas de outros tempos eram na mesma tempos do PSD, mas de Jardim.

O social democrata, continuando o artigo, diz que há "aselhice dos serviços administrativos e jurídicos da ARM", a empresa Águas e Resíduos da Madeira, acrescentando que a empresa desconhece que um cidadão, no exercício do cargo político, não pode ser prejudicado nos seus direitos profissionais de origem". Deixa no ar a possibilidade de ter havido "aconselhamento local de pessoas muito mal preparadas para o exercício dos cargos que ocupam", mas em primeiro lugar "a culpa cai sobre a administração da empresa, que teve de emendar a mão perante a iminência de ser obrigada, pelo Tribunal, a reintegrar o trabalhador".

Emanuel Gomes aponta "a leviandade com que os assuntos do PSD de Machico têm sido tratados" e faz um reparo: o PSD parece ter desistido de Machico. O que pode parecer estranho uma vez que o PSD foi maioritário nas Regionais.

E como "cereja" no "bolo crítico" relativamente ao PSD local, mostra estranheza pelo facto da única proposta "sonante" do partido tenha sido a criação de um estudo de trânsito num concelho cheio de novas estradas e vazio de carros.

Mais palavras para quê?


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