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  • Henrique Correia

Empréstimo de 5 milhões aprovado na Assembleia Municipal; PSD isolado no voto contra


Miguel Gouveia relevou "a responsabilidade de quase toda a Oposição numa situação tão difícil como aquela que estamos a viver"


Era um tema a suscitar expetativa, mas acabou em aprovação com o voto contra do PSD. A Assembleia Municipal do Funchal aprovou hoje, em sessão extraordinária, a contração de um empréstimo de 5 milhões de euros pela Câmara Municipal do Funchal, para "ajudar as famílias, as empresas e as associações do concelho a fazerem face às dificuldades provocadas pela pandemia de COVID-19".

A "luz verde" foi dada com os votos favoráveis da Coligação Confiança e da CDU, e a abstenção do CDS, do PTP e do deputado independente Orlando Fernandes. O PSD foi o único partido a votar contra o empréstimo.

O presidente da Autarquia não tem dúvidas de que “esta será uma ajuda fundamental para os funchalenses no momento em que nos encontramos, sendo que cerca de metade do empréstimo vai para Apoio Social, Educação e Cultura; a outra metade destina-se a ajudar os empresários do concelho."

Miguel Gouveia elogiou "a responsabilidade de quase toda a Oposição numa situação tão difícil como aquela que estamos a viver", sublinhando que este "é o momento de mostrarmos aos funchalenses que ninguém fica para trás, e que a Autarquia, e todos os autarcas eleitos para servir a população, não podem falhar naquele que poderá vir a ser o ano mais difícil de todos. Temos o dever de apoiar quem precisa, quando a nossa gente mais precisa."

Numa nota do gabinete de comunicação da Câmara, Miguel Gouveia abordou o voto contra do PSD "mesmo perante o consenso das restantes forças partidárias", acrescentando que "não esperava mais por parte de quem chumbou um Orçamento Municipal e obrigou o Funchal a enfrentar uma crise como esta sem recursos que eram necessários para a população. Não podíamos esperar mais de um partido que tem chumbado tudo e mais alguma coisa, e tem patrocinado um cerco financeiro a esta Câmara, fazendo tudo o que pode para preservar os seus próprios interesses à custa dos funchalenses, que ao longo de todo este mandato têm sido danos colaterais de uma estratégia política, mesmo durante a crise que estamos a viver.”



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