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  • Henrique Correia

Empresários preferem Calado no Governo; Manuel António incentivado a avançar


PSD e Albuquerque decidem esta semana o candidato pelo Funchal e Calado já preparou "terreno" para assumir candidatura, em coligação com o CDS, mas as pressões são grandes em função da importância do vice presidente no Governo




A saída de Pedro Calado do Governo Regional, possibilidade que se abre com uma potencial candidatura à Câmara do Funchal, uma decisão que o PSD vai anunciar esta semana, está a provocar uma reação contrária por parte de um grupo de empresários, sobretudo aqueles que, neste momento, têm alguma supremacia de influência na máquina governativa regional, onde reconhecem no vice presidente um pilar essencial de equilíbrio para levar por diante uma recuperação económica da Madeira, em articulação com a estratégia política.

Para eles, empresários, Calado é melhor no Governo do que na Câmara do Funchal, visão que também é acompanhada pela fação menos "partidarizada" e mais pragmática do PSD, que considera um risco esta candidatura de Calado, uma vez que esta estratégia pode fazer perder um vice presidente que "segura" o Governo e não ganhar a presidência da Câmara, uma luta difícil face ao valor de Miguel Gouveia junto do eleitorado, sobretudo num patamar que Calado não chega. Além de que é reconhecido, por todos, que a presidência da Autarquia do Funchal não é desafio suficientemente aliciante nesta altura da vida política de Pedro Calado, mesmo atendendo que se trata de um serviço especial ao partido e haver a possibilidade de, ganhando, não levar o mandato até ao fim, se pretender retomar outros objetivos mais acima.

É verdade que Pedro Calado tem vindo a preparar terreno para assumir esse desafio, mesmo contra essas preferências empresariais, uma vez que tem surgido, em alguma comunicação social, com declarações estratégicas que procuram explicar aquilo que o motiva e, também, criando condições para que a comissão política social democrata possa avançar com o seu nome para candidato da coligação. Mas também é verdade que estão ainda a ser avaliados todos os prós e contras desta difícil e importante decisão.

Mesmo assim, há quem considere haver alternativas, que não serão muito do agrado de Miguel Albuquerque, mas que estariam muito melhor enquadradas com uma parte do partido e com aquelas que são as preocupações empresariais. Neste contexto, Manuel António Correia poderia ser uma boa solução, até porque a avaliar pelas sondagens recentes, consegue um resultado muito acima do que seria previsível para quem não tem palco há muito tempo.

Sabe-se, inclusive, que o secretário do Governo de Jardim está numa posição de moderada expetativa, muito reservado, mas recebendo manifestações de incentivo para avançar, de vários quadrantes, políticos e empresariais, desconhecendo-se se haverá peso e vontade suficientes para vir a assumir uma candidatura.

Perante estes pressupostos, esta é uma semana decisiva para o futuro de Pedro Calado. A expetativa é grande.

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