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  • Foto do escritorHenrique Correia

Entraves à captura da "Gata" levam CDS a protesto face à atitude da Comissão Europeia


Os dirigentes e autarcas criticam a “insensibilidade dos tecnocratas europeus que, sentados nos grandes gabinetes de Bruxelas, longe dos problemas reais e das necessidades das pequenas comunidades europeias"


Pela mão do CDS, chega um protesto face à decisão da Comissão Europeia de proibir a captura acessória e acidental do tubarão de profundidade, denominado na Região por Xara ou Gata”. O voto é apresentado, esta sexta-feira, 26 de fevereiro, na reunião da Assembleia Municipal de Câmara de Lobos.

A decisão dos dirigentes e autarcas centristas foi aprovada esta semana em reunião, por videoconferência, da Comissão Política do CDS de Câmara de Lobos, liderada por Amílcar Figueira. Os dirigentes e autarcas criticam a “insensibilidade dos tecnocratas europeus que, sentados nos grandes gabinetes de Bruxelas, longe dos problemas reais e das necessidades das pequenas comunidades europeias, tratam todos por igual, sem atender ao caráter singular e particular de cada região”.

Por essa razão “estranham” a decisão da Comissão Europeia por entenderem que, ao fim de vários anos e relatórios enviados pela Região, o último dos quais o “Memorando by catch” produzido pela atual Secretaria Regional de Mar e Pescas e remetido no final de 2020 enviado às autoridades nacionais e de Bruxelas, Bruxelas continuar a não entender que “na Madeira não existe nenhuma atividade piscatória dirigida ao tubarão de profundidade”.

Explicam que se trata de “uma pesca acidental e inevitável”, que acontece quando os pescadores estão na faina do peixe-espada e que é o próprio tubarão a abocanhar o isco da espada ou a própria espada, sendo içado para a bordo, onde já chega morto, sem que o pescador possa fazer alguma coisa para evitar a sua captura.

O valor comercial da Xara ou Gata de Câmara de Lobos tem pouco significado na economia regional. Em 2020 rendeu pouco mais de 30 mil euros, na primeira venda, em lota, mas trata-se de uma espécie secularmente apreciada no concelho, por se tratar de um “produto de marca” da gastronomia local.

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