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  • Henrique Correia

Escolas poderão transformar-se "num dos fatores de propagação da Covid-19", alerta a FENPROF


A Federação de Professores lança aviso para as consequências de não serem tomadas medidas nos estabelecimentos de ensino. Há casos em 506 escolas do País


A Federação Nacional de Professores emitiu  uma nota para alertar no sentido da necessidade de serem tomadas medidas especificamente para as escolas. Se assim não for, avisa, "as escolas irão transformar-se num dos principais fatores de propagação da Covid-19 na comunidade, apesar das normas restritivas que estão a ser impostas". A FENPROF publica a lista de escolas, do continente, que já registaram casos de Covid-19, são 506 com contas até às 11 horas de 1 de novembro. Nada das ilhas, que como se sabe, no caso da Madeira, tem já quatro escolas com casos.

Reagindo à situação no todo nacional, mas sendo um problema que também preocupa particularmente a Região, a Federação de Professores pede que "seja garantido o distanciamento adequado a observar em espaços fechados e não, apenas, os centímetros possíveis que resultam das normas impostas pelo Ministério da Educação". Pede que "sejam constituídos pequenos grupos, com a divisão das turmas, não sendo permitida a constituição de grupos com alunos de diferentes turmas, quer em determinadas disciplinas, quer em atividades de ocupação de tempos livres, incluindo AEC".

Aquela organização de docentes pede que exista "um protocolo que confira coerência e clareza aos procedimentos a adotar face a situações que surjam nas escolas, sendo incompreensível a disparidade dos que têm sido adotados para situações semelhantes. Devem ser publicadas e divulgadas regras objetivas, adaptadas à atual evolução da pandemia, como defende, por exemplo, a Ordem dos Médicos para situações e eventos, em relação aos quais reclamam medidas de contenção e prevenção mais rigorosas;

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