Buscar
  • Henrique Correia

Está difícil a retoma dos cruzeiros; apreensão nos vários serviços que dependem desse mercado

Miguel Albuquerque admitiu, hoje, que por esta altura, princípio de setembro, já contava ter cruzeiros no porto



A retoma dos cruzeiros é ainda uma incógnita, não obstante a calendarização já existente de escalas, por exemplo no porto do Funchal, a partir de outubro. Mas nada de certezas, apenas datas apontadas como prováveis, sujeitas a uma melhor avaliação de acordo com os dados apurados, entretanto, relativamente à evolução da Covid-19, o que para já não dá indicadores positivos em função de vários casos em que o aumento de situações deixa o futuro ainda mais incerto.

A verdade é que o cenário verificado em muitos países, designadamente Espanha, por ter números elevados com mais de 3 mil casos em três dias, mas há outros com valores também elevados, veio agravar as previsões relativamente à retoma, quer aérea, quer marítima. O mercado de cruzeiros é aquele que está a sofrer mais as consequências da longa paragem, com reflexos em todos os serviços, e são muitos, que se mobilizam à sua volta, entre eles agências, guias intérpretes, motoristas, de táxi e de autocarros, vendas de produtos regionais, além dos efeitos em restaurantes, bares, museus, entre outros. Empresas e trabalhadores sentem-se naturalmente apreensivos.

Hoje, o presidente do Governo abordou o assunto e revelou que “as companhias de navegação ainda não decidiram a retoma dos cruzeiros, estão na expetativa e, como tal, o porto do Funchal não tem tido escalas. Admitiu que por esta altura, princípio de setembro, já contava ter cruzeiros no porto, “mas diz que as companhias vêm desmarcando as escalas”.

Lembra, num texto publicado na página do Governo, que se trata de algo que “está a acontecer em todo o mundo, fruto do recrudescimento de casos de COVID-19 um pouco por todo o lado e da própria circunstância das companhias de navegação ainda não se sentirem confortáveis para a realização de cruzeiros”.

Albuquerque aproveitou o momento para falar sobre a Festa do Avante e para dizer que a mesma “é a força de um Partido Comunista em Portugal. E o PC põe e dispõe, faz o que quer, manda no País todo… Isso é, de facto, a demonstração que vivemos num país com a lei do funil, ou seja é larga para uns e apertada para outros”.

6 visualizações