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  • Henrique Correia

Eu e o Miguel somos diferentes: ele é monárquico, eu sou republicano


"Mas ajudei-o em todas as eleições, sempre que me chamou eu nunca disse que não. Quer mais do que isto?"; "Marcelo? Estava à espera de outra coisa".




Alberto João Jardim pede para não crucificarem Miguel Albuquerque querendo que ele seja igual a si: "Não há pessoas iguais, eu e o Miguel somos diferentes, ele é monárquico, eu sou republicano. Ele lá terá as suas ligações, eu terei as minhas. Mas ajudei-o em todas as eleições, sempre que me chamou eu nunca disse que não. Quer mais do que isto?"

Esta foi uma parte da entrevista concedida por Alberto João Jardim, antigo presidente do Governo e antigo líder do PSD-M, ao programa da RTP 1 "Primeira Pessoa", conduzido por Fátima Campos Ferreira.

Numa conversa de vida, Jardim passou pelos tempos de estudante, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, falou da Flama, disse que não teve nada a ver com o movimento, e falou de Marcelo Rebelo de Sousa: "Tenho amizade com Marcelo, mas estava à espera de outra coisa. Tem reservas relativamente às Autonomias e tem permitido um colaboracionismo com o primeiro-ministro, que por sua vez mantém um colaboracionismo com a esquerda".

Falou de Passos Coelho "e da sua tribo", disse que os renovadinhos, em 2013, do PSD, mandaram votar no partido melhor colocado para derrotar o PSD.

Disse que o melhor primeiro-ministro foi Durão Barroso e sobre o Jornal da Madeira, onde foi diretor, lembrou que que era um projeto marcadamente de política, como na altura lhe pediu o Bispo D. Francisco Santana, dado que o jornal era da Diocese. Mas aqui, Jardim tem um equívoco ao dizer que o Jornal da Madeira mudou de sítio e está na 31 de janeiro. Na verdade, o Jornal da Madeira, enquanto título, foi entregue à Diocese e o que está hoje é um "herdeiro" com outro nome, JM, cujas siglas se confundem com o título anterior. Uma questão apenas formal.

Quanto à possibilidade de ter uma estátua em sua homenagem, respondeu com humor: "Para quê? Uma estátua é para as bombas fazerem cocó na cabeça. Só depois de morto".






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