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  • henriquecorreia196

Ex-Provedor e vacinas "abanam" a Santa Casa; tudo normal na vacinação, diz o GR



"Não houve qualquer favorecimento ou violação das regras em vigor na Santa Casa da Misericórdia de Machico"




Não era preciso ser uma "Casa Santa", é suficiente ser a Santa Casa, prevalecendo os valores propalados pela Igreja, a transparência e os comportamentos exemplares, também para as vacinas.

Uma notícia do DN Funchal diz que 9s processo de vacinação, naquela instituição, foi de "prima e de sogra", numa espécie de resposta a Miguel Albuquerque que garantiu, a "pés juntos", que na Madeira não havua vacinação de primas e de sogras, sendo que, neste caso, foi mesmo pela expressão, nada contra primas e sogras.

Perante a notícia, a secretaria regional de Saúde e Proteção Civil veio clarificar que afinal, ali, não houve nem "primas" nem "sogras", nem outro grau de parentesco ou amigos de oportunidade. A responsável da Santa Casa admitiu, ao DN, que houve vacinas excedentárias, como aconteceu em vários casos no continente, mas que foi tudo regular, dentro do recomendado, como também todis dizem no continente.

Mas o Governo não se mete em pormenores, não fala em parentes, coloca o caso à medida das declarações de Miguel Albuquerque, é o presidente do Governo, e esta situação é levantada logo no momento em que o chefe do Governo fazia "peito" para os que diziam que a rebaldaria do continente ia chegar aqui, mais dia menos dia. Mais cedo deveria ter falado, foi logo a seguir.

A secretaria de Pedro Ramos veio garantir que "a campanha de Vacinação contra a COVID-19 na Região Autónoma da Madeira cumpre com os critérios definidos pela Direção Geral da Saúde e vai ao encontro das orientações emanadas pela Comissão Europeia". Mais: "A vacinação dos profissionais afetos às Estruturas Residenciais para Idosos, incluindo os seus dirigentes diariamente presentes na gestão das mesmas, é essencial para assegurar a proteção dos mais idosos, residentes nestas instituições. Foi o caso da Misericórdia de Machico, onde, como é obvio, não houve qualquer favorecimento ou violação das regras em vigor". Estamos esclarecidos. Continua a valer que, afinal, não há "primas e sogras" metidas ao barulho na vacinação da Santa Casa. Bem da Santa Casa nem noutro lado qualquer, diz o Governo numa perspetiva de evitar falatório sobre o processo de vacinação que, para já, não dá margem para discussão. Pelo menos é o que diz o Governo.

Quanto à Santa Casa, foi uma semana dificil, depois da carta que o anterior Provedor Luís Delgado, que saiu numa turbulência nunca vista na instituição, escreveu à Provedora Nélia Martins, com conhecinento ao Bispo do Funchal, na qual "corta a direito" na atual gestão. Luís Delgado escreve a carta em conjunto com António Freitas Vítor, dois "irmãos" com processos de expulsão em curso. "Contas" antigas por resolver.

Os dois acusam a Provedora de ter, como único objetivo, "expulsar dois Irmãos que, com todos os seus defeitos e qualidades, porque as têm, incomodaram e puseram em cheque a actual manipuladora de toda a vida da Santa Casa, a trabalhadora Eulália Remesso, que a tem como uma marionete e a Senhora ainda não se apercebeu disso. Uma coisa lhe devemos dizer, se quisesse liderar pela positiva a sua missão, teria tido o condão e a maturidade para fazer uma transição pacífica de quem sai para quem entra eperceber, ao pormenor, os mais variados problemas, dos quais enferma a Instituição. Infelizmente, venceu o ódio e a vingança".

A falta de alvará foi assunto em foco na carta: "É que no caso da Misericórdia de Machico, a falta de alvará de utilização contende com questões “inultrapassáveis” de segurança que chumbaram navistoria com vista à emissão do alvará definitivo. Aspectos técnicos que nunca foram ultrapassados a fim de serem implementados. Lembramos que o objecto fundamental e primordial da Instituição é acolher e tratar pessoas idosas que apresentam uma característica comum de mobilidade zero ou reduzida. As questões de segurança que nunca foram implementadas serão, com certeza, um graveproblema num eventual risco que comprometa a evacuação dos utentes e, consequentemente, danos patrimoniais e não patrimoniais que nunca seriam assumidos pelo seguro, por falta de alvará de utilização. A Instituição recebe apoios provenientes do Governo Regional e os familiares institucionalizam os seus entes queridos, ambos partindo do pressuposto de que a Santa Casa da Misericórdia de Machico, como Instituição credível, tem a sua situação regularizada quando, na realidade, apresenta deficiências graves ou pressupostos que minam todo o seu serviço e consequente funcionamento. A senhora já viu a enormidade de coisas que devia saber para poder executar em vez de andar obcecada com a ideia peregrina de querer, à viva força, expulsar-nos".




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