"Falar de golfe é bonito e tem pinta, mas há outras prioridades...
- Henrique Correia

- 15 de dez. de 2025
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O antigo secretário de Estado do Turismo, o madeirense Bernardo Trindade, interroga: se os números do turismo são bons, para quê mais campos de golfe, ainda por cima públicos?"

O gestor e administrador hoteleiro Bernardo Trindade, antigo secretário de Estado do Turismo, veio a público, numa rubrica no PEF, pôr em causa a aposta governativa no golfe, no entendimento que o tipo de turismo da Madeira não tem as mesmas características sazonais de outros destinos, como o Algarve, que optaram pela construção, privada, de mais campos de golfe como forma de esbater o período de menor afluência de turistas. Não é isso o que acontece com a Madeira, um destino que a nível nacional tem o período sazonal mais baixo e, ainda assim, pretende construir campos de golfe com dinheiros públicos.
Bernardo Trindade diz que a pobreza e as questões sociais têm prioridade, deixa a questão "se os números do turismo são bons, para quê mais campos de golfe, ainda por cima públicos?"
O antigo secretário de Estado, madeirense e também conhecedor do fenómeno empresarial e competitivo do golfe, compara o que se passou com o investimento nas sociedades de desenvolvimento, criadas para sacar dinheiro à União Europeia mas criando dívida pública. É por isso é o que se vê". Lembra o bom turismo, mas também os 22% de risco de pobreza e exclusão social, 6,5% de privação material severa, problemas que devem ser enfrentados com prioridade, sendo que os números são revelados pelas estruturas da Região. Falar de campos de golfe é bonito e até tem pinta de moderno, mas há outras prioridades que nos devem interpelar a sério".




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