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  • Henrique Correia

Filipe Sousa acusa Calado de declaração eleitoralista em funções governamentais


Presidente da Câmara de Santa Cruz diz que o PSD votou contra o Orçamento Municipal que prevê "o investimento em medidas sociais e que inclui o empréstimo para fazer face aos problemas das famílias decorrentes da pandemia da COVID-19"



"O investimento que será concretizado pelo Governo Regional supera, inclusive, a verba reservada pelo próprio orçamento da autarquia para investir na sua cidade e torna bem clara a reposta do Executivo às aspirações e exigências dos cidadãos", disse o vice presidente do Governo Regional no âmbito de uma visita às obras de contenção e reabilitação das principais ribeiras do Funchal.

Foi esta passagem da intervenção de Pedro Calado que o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz considerou "eleitoralista em funções governamentais". Filipe Sousa escrevia no seu habitual "ponto de ordem", ao domingo, no Facebook, onde se dirigiu à população para falar do Orçamento Municipal e das críticas do PSD.

O autarca de Santa Cruz lembra que "o PSD vai a votos e isso explica a violência com que se têm atirado a tudo. Vão tanto a votos que nem o Governo Regional se tem poupado na campanha eleitoral já em curso. Ainda ontem era ver o vice-presidente Pedro Calado, numa iniciativa do Governo, em pleno exercício de eleitoralismo, a afirmar que, em 2021, o Governo Regional vai investir mais no Funchal do que todo o orçamento da autarquia funchalense".

Filipe Sousa recorda, ainda, que o Orçamento da Câmara de Santa Cruz foi aprovado com votos a favor do JPP e do PS e os votos contra do PSD e do CDS. E explica o contéudo do que o PSD votou contra: "O que o PSD considera eleitoralista é um orçamento que aumenta o investimento em medidas sociais, que inclui o empréstimo para fazer face aos problemas das famílias decorrentes da pandemia da COVID-19, um orçamento que prevê o aumento do investimento público como forma de ajuda à economia e que prevê a continuidade da sustentabilidade económica do Município e o pagamento da dívida criada pelo PSD. É isto que eles consideram eleitoralista, criando ainda a falsa ideia de que em 2021 o PSD não vai a votos".

Escreve o presidente da Câmara, do JPP, que "em rigor, e porque o PSD parece ser contra "orçamentos eleitoralistas" devia chumbar o orçamento do seu próprio Governo. Só que todos sabemos que isso seria uma irresponsabilidade, principalmente numa altura como esta em que a política deve estar ao serviço das pessoas e não ao serviço dos seus interesses partidários e de metas eleitorais. E a única coisa que move o PSD contra o orçamento de Santa Cruz é que a seriedade deste orçamento impede o discurso que tanto gostam de fazer no sentido de que Santa Cruz está parada, de que não ajudamos as pessoas, de que não fazemos mais do que o nosso dever em pagar a dívida que eles próprios criaram".

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