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  • Henrique Correia

Filipe Sousa apesar do aviso da CNE: "Há coisas que não se podem calar"


O autarca faz um novo "ponto de ordem" para responder à Comissão Nacional de Eleições e ao PSD: "Querem calar o presidente de câmara, eleito de forma democrática para um mandato de quatro anos, e ficar quieto três meses antes do fim"




Filipe Sousa está debaixo de olho da Comissão Nacional de Eleições devido às publicações nas redes sociais a partir do momento em que são marcadas as eleições. A CNE avisou, mas o autarca recandidato não cede e o ponto de ordem deste domingo, não estando publicado na sua página pessoal do Facebook, está disponível na página da Autarquia.

O presidente não se deixa ficar e reage: "Apesar de me quererem calar através de queixas à CNE, que têm como única finalidade fazer com que todos ataquem a Câmara de Santa Cruz e o nosso trabalho, de quererem calar o presidente de câmara, eleito de forma democrática para um mandato de quatro anos, e fique quieto três meses antes do fim, há coisas que não se podem calar".

E entre estas, escreve Filipe Sousa, "estão os malabarismos que querem atribuir a uma autarquia, sobre tutelas que ela não tem, e que, no mesmo exercício mentiroso. querem denegrir e desvalorizar o que se faz que é precisamente aquilo que está ao nosso alcance fazer e que devemos efetivamente fazer.

Vamos por partes.

Se há desemprego, problemas na saúde, falhas na economia não é culpa de nenhuma câmara, nem falha de quem está neste momento no poder nos organismos autárquicos. Todos estes setores são de política macro e de tutela exclusiva do Governo Regional. Governo esse que, recorde-se, está há mais de quarenta anos nas mãos do mesmo partido e que, coligado ou sozinho, não conseguiu implementar um modelo económico e social que evitasse o desemprego, uma região dividida entre grupos privilegiados (sempre os mesmos) e pobreza escondida, que nunca conseguiu resolver os problemas crónicos da saúde, nem ter um plano que evitasse o desemprego e as suas oscilações ao sabor das conjunturas externas. E este Governo e estes partidos que em mais de quarenta anos, repito: em mais de quarenta anos, nunca conseguiram fazer o que é da sua competência, agora dizem que vão fazer tudo isto com os magros orçamentos municipais, quando não o fizeram com os gordos fundos da Europa que tiveram durante décadas. Mais: dizem que quem não fez tudo isto, que deviam ter feito e não fizeram, são presidentes da Câmara que não têm essas tutelas e que estão há oito anos a fazer o que lhes compete e ainda a pagar a dívida que esta gente, que se auto-reclama tão competente, deixou.

Depois, como se isto não bastasse, ainda criticam o que se faz. E o que é que lhes dói? Dói que se apoiem as pessoas porque, para esta gente, que se preocupou sempre com os grandes, as pessoas podem muito bem continuar nas longas filas de espera onde sempre estiveram. Dói que se entre em setores onde falharam como a saúde, o apoio técnico a doentes, o apoio alimentar a quem precisa, o apoio à reabilitação de imóveis, o apoio aos nossos estudantes. Dizem eles que estas pessoas podem pedir ajuda ao Governo. Ou seja, podem esperar".

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