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  • Henrique Correia

Filipe Sousa disponível para o último mandato quer Justiça a investigar "dívida herdada"

"Seria inglório, com a casa já quase arrumada, entregá-la aos que desgraçaram este concelho"


O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz dirigiu-se hoje aos municípes, através do seu "ponto de ordem" do domingo, no Facebook, para falar da dívida "herdada" do passado, referindo-se a gestões camarárias do PSD, e para dizer que "o concelho viu a dívida crescer sem correspondência em obra visível".

Mas este ponto de ordem teve, também, a particularidade de marcar a disponibilidade de Filipe Sousa para novo mandato, o último, nas eleições autárquicas de 2021:

"Este é o último orçamento do segundo mandato. Se o povo assim entender, cumprirei, como a lei define, mais um mandato. Seria o último e essencial para concluir, com sucesso, todos os objetivos a que nos propusemos. Se o povo assim o entender, gostaria de levar a minha missão até ao fim, até porque seria inglório, com a casa já quase arrumada, entregá-la aos que desgraçaram este concelho. Esses podem continuar a destilar ódios e má-fé".

Filipe Sousa aponta que a orientação do próximo Orçamento foi no sentido da implementação de "um programa social forte e que começámos, paulatinamente, a desenhar um programa de ação capaz de recuperar anos de desinvestimento, durante os quais o concelho viu a dívida crescer sem correspondência em obra visível.  É um caso que espero ver ainda a justiça a investigar e a castigar os culpados. Quando o povo é lesado, a culpa não pode morrer solteira. Nem pode ser alvo de tentativas de branqueamento como aquela que esta semana o deputado municipal do PSD Bruno Camacho exercitou".

O autarca eleito pelo partido Juntos Pelo Povo está satisfeito com a execução orçamental e com o trabalho feito: "Até hoje, e durante os últimos sete anos, já diminuímos a dívida em 22,2 milhões de euros (63%), e fizemos isto sem comprometer o investimento em áreas que são cruciais para nós. A título de exemplo, refiro os 5 milhões de euros já investidos nos programas sociais, e os 4 milhões e 700 mil euros na sustentabilidade ambiental e energética".



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