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  • Henrique Correia

"Foi bonita a festa, pá".

 Aquela bonita festa poderia ter sido um pouco mais cuidada em matéria de medidas de prevenção, sobretudo a do distanciamento



"Foi bonita a festa, pá" faz parte da segunda versão da canção de Chico Buarque "Tanto Mar" e como é do meu tempo lembrei-me a propósito de uma festa, ontem, na Ribeira Brava. Foi bonita, pá, a festa, lá isso foi. 

A obra, também, ficou bem concebida. Uma cerimónia bonita, pá, e com tanta gente, uma inauguração das antigas, com banda e tudo. A diferença foi mesmo as máscaras, caso contrário não havia quem dissesse que estávamos em pandemia e com aumento de casos,  apesar da Região se manter como um chamado "cantinho do céu". Esperemos que assim continue.

Tirei só essa parte da letra, uma vez que o todo expressa uma mensagem, em 78, depois da primeira versão ter sido alvo de censura. Não tem nada a ver com a realidade política de hoje, não há qualquer conotação com os tempos à época da bonita música. Hoje, a luta é outra, é de libertação, na mesma, mas de um contexto pandémico que já promete novas vagas com a chegada do inverno, que vem merecendo uma atenção muito especial, inclusivamente com decisões pioneiras por parte da Região. É uma luta na mesma, uma luta pelo cumprimento e uma luta para resistir à tentação que leva às exceções de alguns momentos. Se o povo vê "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" a eventualidade de não entender é grande.

E é por isso mesmo que aquela bonita festa poderia ter sido um pouco mais cuidada em matéria de medidas de prevenção, sobretudo a do distanciamento e a do ajuntamento, pelo menos nestas vertentes, uma vez que as pessoas, na sua maioria, usavam máscara. Só que o número de pessoas, compreendendo-se que num momento de exaltação, seja difícil controlar, foi largamento superior ao recomendado. Não é bom para quem anda todos os dias a recomendar. Não é bom para quem anda todos os dias a dizer para não facilitar. 

Mesmo numa festa bonita, pá...

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