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  • Henrique Correia

Funchal com um policiamento finalmente mais visível


Era sobre isto que se falava como necessário quando terminou o primeiro confinamento e o Funchal parecia uma cidade insegura, em função da falta de prevenção



O Funchal já tem um outro policiamento, visível, de proximidade, há mais presença policial nas principais ruas, nas zonas mais sensíveis, que a polícia conhece bem, como de resto o comum dos cidadãos, pelo que, neste momento, estatísticas à parte, não se sabe se a cidade está mais segura, é cedo para dizê-lo de forma clara, mas sente-se mais segurança e isso é importante.

Era sobre isto que se falava como necessário quando terminou o primeiro confinamento e o Funchal parecia uma cidade insegura, em função da falta de prevenção, não se sabe se

por excesso de confiança, se por terem considerado que a situação voltaria ao normal no desconfinamento. Não foi o que aconteceu, a cidade desconfinou e já não era a mesma, sentia-se insegurança, havia pouco policiamento e as zonas sensíveis já correspondiam a uma maior área. A polícia falava na estatística, mas o cidadão estava inseguro e era perturbado, todos os dias, por episódios desagradáveis que não iam para as estatísticas.

De tal forma que, a dado momento, em função da intervenção, também da Câmara do Funchal, a Polícia decidiu adotar uma estratégia diferente para a cidade que, ela própria, considerava segura. Afinal, a mudança de estratégia policial veio confirmar as preocupações dos cidadãos. Há mais polícia na rua, maior fiscalização das zonas consideradas mais preocupantes, um enquadramento que, agora sim, pode representar uma preparação da cidade para dar segurança aos cidadãos, mas também ao turismo, que mais cedo ou mais tarde, vai retomar a ritmos mais elevados. Foi preciso fazer qualquer coisa, que inicialmente diziam ser apenas sensação da população. Mas o importante é que a PSP fez, em conjunto com uma atitude do presidente da Câmara do Funchal, que políticas à parte, fez ao contrário do que é habitual em alguma política, não varreu o problema para debaixo do tapete e mexeu-se para a solução, que óbviamente não vai acabar com os furtos, não vai acabar com a mendicidade, mas vai dar maior atenção a uma segurança que se veja.

É importante que a Madeira seja zona segura de Covid-19. Mas também é muito importante que seja segura no resto.



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