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  • Henrique Correia

Funchal manda carta a explicar diferendo com a ARM; água pode aumentar


Autarquia não aceita "os aumentos dos tarifários de águas e resíduos impostos pela ARM, sem qualquer justificação"



Não é de agora o diferendo entre a Câmara do Funchal e a empresa Águas e Resíduos da Madeira (ARM). Mas agora, as proporções são maiores com um processo a decorrer nos tribunais. Se a Autarquia perder, lembra a própria Câmara de Miguel Gouveia, no site funchal.pt, o preço da água vai subir 22% "pois a Autarquia é obrigada por lei a refletir o aumento imposto pela ARM nos seus consumidores".

Pela gravidade da situação, a CMF decidiu juntar um esclarecimento aos munícipes, juntamente com a conta da água. O objetibo é "explicar com rigor esta diferença de entendimento.

Explica a Autarquia que o primeiro ponto tem a ver com o facto de não aceitar os aumentos dos tarifários de águas e resíduos impostos pela ARM, sem qualquer justificação, até porque faz todo o investimento nas redes do concelho

A Câmara explica que "em causa estão acusações por parte do Governo Regional alegando que o Município cobra água aos munícipes e não paga à ARM, o que é totalmente fals". E revela que a CMF "pagou à ARM cerca de 48 milhões de euros desde 2014 pela compra de água em alta. Desde essa data, não foi feito nenhum aumento no tarifário dos munícipes do Funchal (à parte a inflação)"

Sendo assim, a Câmara vai avisando: caso a CMF venha a perder a ação que decorre em tribunal, os funchalenses verão, por imposição do Governo Regional, a sua fatura da água subir 22%, sendo a Autarquia obrigada por lei a refletir o aumento imposto pela ARM nos seus consumidores".

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