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  • Henrique Correia

Funchal não dá tolerância de ponto no Rali para respeitar recomendações da Saúde

Funchal não dá tolerância de ponto para ver o rali. Miguel Gouveia justifica com recomendação da Autoridade de Saúde que desaconselha ajuntamentos



O presidente da Câmara do Funchal explicou, na página online do Município, as razões que levam a Autarquia a não atribuir tolerância de ponto aos seus funcionários, para sexta-feira, devido ao Rali Vinho Madeira, ao contrário do que decidiu o Governo. Miguel Silva Gouveia disse que foi abordado por muitos trabalhadores da CMF e até por colegas autarcas sobre a eventual decisão de conceder tolerância de ponto na próxima sexta-feira. E por isso, diz que "arealidade é que este ano, face à excepcionalidade dos tempos em que vivemos, a Câmara Municipal do Funchal não irá atribuir tolerância de ponto na sexta do Rali.

A esta decisão, importa aduzir os seguintes factos:

1. Sou, como muitos madeirenses, entusiasta do automobilismo e seguidor atento do RVM; 2. A CMF honrou o seu compromisso com a organização, mantendo o apoio ao evento e salvaguardando a manutenção da marca RVM com mais de meio século de existência; 3. Nesta edição do RVM, o número de PEC (Provas Especiais de Classificação) no Funchal foi substancialmente reduzido, sob compromisso da organização de compensar o concelho na edição de 2021; 4. Deste último facto decorre que o número de estradas encerradas na nossa cidade resume-me ao Caminho dos Pretos, permitindo o normal funcionamento dos serviços municipais; 5. Os estados de emergência e situações de calamidade decretados pelos Governos afectaram a produtividade de alguns serviços da CMF, consequência natural do confinamento que fomos sujeitos durante quase 2 meses; 6. A Autoridade de Saúde desaconselha os ajuntamentos e promove o distanciamento social; 7. Qualquer trabalhador da CMF que o pretenda, poderá usufruir do direito a férias ou a folga na próxima sexta-feira;

Face ao supracitado, e tendo em atenção o interesse da cidade do Funchal, sou da opinião que a atribuição da tolerância de ponto, além de provocar injustiças entre trabalhadores municipais, não se justifica no actual contexto.

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