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  • Henrique Correia

Funchal volta atrás no tempo para "apanhar" o comboio do Monte


Centro Interpretativo, hoje inaugurado, convida a revisitar a História do comboio que ligava o Funchal ao Terreiro da Luta. A estação, no Largo da Fonte, está recuperada por 400 mil.








Foi como que um regresso ao passado, ao tempo em que a Madeira tinha comboio, que ligava o Funchal (estação do Pombal) ao Terreiro da Luta, operação entre 1893 e 1943. Um marco importante na Região, que agora pode revisitar um pouco da história no Centro Interpretativo do Caminho de Ferro do Monte, hoje inaugurado por Miguel Gouveia, o presidente da Câmara.

O autarca chegou à estação, no Largo da Fonte, no Monte, depois de uma obra que custou à volta de 400 mil euros, compreendendo a aquisição do edifício e a sua reabilitação integral em dois pisos. No piso térreo temos um Posto de Turismo e um pequeno auditório, e no piso superior uma sala para exposições, onde está patente uma mostra que nos traz à memória aquele que foi o único comboio que a Madeira teve.”

“Faz hoje precisamente 109 anos que este edifício foi inaugurado originalmente com a ligação de comboio até ao Terreiro da Luta. O momento que estamos a viver com a reabertura deste espaço vem marcar um virar de página para a freguesia do Monte e para o Funchal, devolvendo à memória uma identidade que é nossa, que é Regional, e que tem muito a ver com as características desta freguesia e com o seu romantismo”, disse Miguel Gouveia.

"O Centro Interpretativo do Caminho de Ferro do Monte foi executado com o importante cofinanciamento do Turismo de Portugal, tendo o presidente felicitado “todos os intervenientes, desde aqueles que tiveram envolvidos na obra de reabilitação do edifício, àqueles que procuraram com o seu aporte e com o seu conhecimento contribuir para enriquecer todo o acervo histórico, e claro, a toda a comunidade”.



Na ocasião, foi também firmado um protocolo de cooperação com a empresa Teleféricos da Madeira".

Miguel Silva Gouveia disse, ainda, que “foi precisamente com o comboio que o Monte começou a florescer e a prosperar, e esperamos que esta reabertura seja o ponto de partida para que, depois de tantos meses de pandemia, possamos retomar a confiança no desenvolvimento económico e turístico desta freguesia que é um dos ex-líbris da cidade do Funchal.”


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