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  • Duarte Azevedo

Futebol, Basquetebol, Andebol, Voleibol e Hóquei já equacionam recalendarização geral de jogos

Federações estiveram reunidas esta noite e fizeram comunicado conjunto. 


A situação derivada da pandemia COVID-19 em todo o país está, se calhar como seria expectável, cada vez mais grave. O Desporto, embora sendo um importante setor da sociedade, não pode estar à margem desta realidade. Verdade que, porém, parece não ser aceite por todos. Porventura quem, com mais responsabilidades, o deveria fazer. Desde logo o Governo da República. Faz algum sentido, alguém percebe equiparar todo o praticante federado a desportista profissional?! Uma aberração nunca vista, escrevo eu... Mas foi isso que aconteceu quando o Conselho de Ministros, a 2 de novembro, esclareceu que 'todo o desporto se equiparava ao profissional pelo que está abrangido pelas exceções definidas no Estado de Emergência'. Leia-se em voz alta estas palavras da ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva à Antena 1: "Os jogos profissionais, ou equiparados a profissionais, podem acontecer, porque são atividades profissionais e, portanto, enquadradas no âmbito das atividades profissionais que podem existir" - como se vê, é importante ler em voz alta para se tentar perceber. Mesmo assim... Resumindo, um desportista amador, de uma qualquer equipa - da II Divisão de andebol, da III de futebol... - é equiparado aos profissionais da I e II Liga de futebol que, ao contrário daqueles, são obrigados a fazerem testes à COVID-19 duas vezes por semana. Só para poderem circular entre concelhos 'proibidos' para jogar... São equiparados a profissionais mas terão os mesmos deveres? Os mesmos direitos? Ordenados mínimos? Como é a questão dos seguros? Equipara-se a profissionais e... pronto! Está a questão da saúde pública resolvida.

Vêm agora, em comunicado conjunto, as Federações de Futebol, Andebol, Voleibol, Basquetebol e Patinagem, anunciar que 'estão a fazer todos os esforços para alterar a calendarização da sua atividade desportiva agendada para os 121 concelhos, no sentido de acomodar a realização dos jogos e recalendarizar os restantes para que todos se disputem nos períodos em que não se verifiquem restrições legais à circulação'. Mediante isto não seria mais lógico adiar todos os jogos, pensando retomar a atividade - se entretanto tal for possível - a partir de janeiro?

Com a posição desta noite destas federações o porquê então de algumas tanto terem dificultado a vida às equipas madeirenses quando o Governo Regional, também por uma questão de saúde pública, determinou que as equipas da Região não jogassem, cá ou lá, até ao início de dezembro? Nalgumas situações, confessam os dirigentes, num completo 'terror psicológico', não permitindo o adiamento de jogos mesmo que as equipas concordassem para só à última hora o fazerem. Obrigando a 'marca, desmarca' de passagens com os custos inerentes, de preparação da viagem...

Voltando à principal questão e que, parece, as Federações, agora, deixam em aberto: não será mais sensato adiar as competições para janeiro? Salvaguardando, claro, o caso do futebol profissional cujas condições não podem ser equiparáveis às disponibilizadas, que são nenhumas, aos 'profissionais de aviário' - com o devido respeito a todos os federados que não são profissionais.

Coloquemos de parte o 'Placard' - será que tem alguma coisa a ver com esta insistência em competir?! -, atente-se em primeiro lugar à saúde pública. É que a 'coisa' não está fácil, nada fácil...


Leia o comunicado na íntegra:




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