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  • Henrique Correia

Gouveia e Calado cada um com 110 mil euros no orçamento de campanha


A Confiança, em 2017, orçamentou 150 mil euros e acabou gastando 306 mil. Nesse ano, o PSD foi a votos sozinho. E as previsões de despesa foram de 112.149 mil euros mas o valor real de gastos foi de 167.806 euros.





Foram conhecidos, esta quarta-feira, os montantes que os partidos políticos vão gastar com a campanha eleitoral. No todo nacional, as previsões apontam para 31 milhões de euros na campanha para as autárquicas de 26 de setembro, menos 35 milhões, relativamente aos valores de há quatro anos. O PS continua a ter o orçamento mais elevado, com 11,43 milhões de euros. Carlos Moedas, candidato do PSD em Lisboa, faz a campanha mais cara, 300 mil euros.

Os valores orçamentados nem sempre correspondem aos valores gastos. Os partidos gastam mais do que têm, sendo que no final, os desvios, por vezes, são grandes.

No caso do Funchal, onde em 2021 as forças de maior relevo estão concentradas em duas coligações, a Confiança liderada por Miguel Gouveia e composta pelo PS, BE PDR, MPT E PAN, e outra Coligação " Funchal Sempre à Frente", do PSD e CDS, com Pedro Calado na liderança da candidatura. Uma aposta quase do tudo ou nada, sendo que neste contexto nem será difícil prever que a despesa será certamente superior à receita.

Curiosamente, os valores orçamentados são os mesmos para ambas as candidaturas: 110 mil euros a cada coligação, sendo que a Confiança, em 2017, orçamentou 150 mil euros e acabou gastando 306 mil euros.

O PSD foi a votos sozinho em 2017. E nesse ano, as previsões de despesa foram de 112.149 mil euros e o valor real de gastos foi de 167.806 euros. O desvio situou-se em 55.716 euros. O CDS, que agora vai coligado com o PSD, teve um orçamento, em 2017, de 60 175 euros, mas teve uma despesa real de 149.184 euros, um desvio de cerca de 89.000 euros.

Ainda relativamente à Região, temos que os orçamentos para PSD/CDS e PS, no Porto Santo, corresponde, respetivamente a 24 mil euros e 14.248 euros.

Na Ponta do Sol, o PSD/CDS tem um orçamento de 20 mil euros e o PS de 17.611 euros.

O CDS apresenta um orçamento de 20 mil euros para tentar a reeleição de Dinarte Fernandes em Santana enquanto Amílcar Figueira, em Câmara de Lobos, dispõe de 11.486 euros. Gabriel Neto, na Calheta, tem 17.927 euros.


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