Buscar
  • Henrique Correia

Governo "chumba" adeptos sem dizer primeiro ao Marítimo; clube exige pedido de desculpa aos sócios

Clube recebeu a informação 37 minutos depois de Albuquerque ter começado a falar aos jornalistas sobre as medidas de prevenção à Covid-19 e enquanto os "verde-rubros" continuavam a dar bilhetes aos sócios


A reação do Marítimo, na sua página oficial, expressa, com clareza, que o Governo Regional não deu conhecimento prévio ao Marítimo sobre a inexistência de condições para ter público no Estádio, sábado, para o "derby" com o Nacional para a I Liga de futebol. O Marítimo emitiu um comunicado onde diz que tomou hoje conhecimento da decisão transmitida pelo Governo Regional, em conferência de imprensa, de não permitir o acesso de público ao estádio do Marítimo no jogo da 6.ª jornada da Liga NOS. O comunicado do clube não é nada brando, "joga" mesmo ao ataque contra o Governo, exige um "pedido de desculpas". Não é coisa pouca, sobretudo em tempo de pandemia, um contexto de grande sensibilidade em que a saúde estará sempre primeiro. Mesmo assim, o Marítimo arriscou.

O clube revela que "mais tarde, às 17:37 horas foi-nos notificada formalmente a decisão pelo IASAUDE", esclarecendo que "até aqui, o que conhecíamos era o desafio que nos foi lançado pelo próprio Governo Regional, numa sessão em que participou o presidente do Marítimo da Madeira, José Carlos Rodrigues Pereira, e o Secretário da tutela, Dr. Pedro Ramos, acompanhado da sua equipa, sendo que, posteriormente, deram sequência aos trabalhos os técnicos do Marítimo e da Saúde, definindo procedimentos e condições de segurança para avançar com a operação".

O comunicado aponta que "ao longo das últimas semanas mobilizámos sinergias e traçámos um plano minucioso para que os adeptos pudessem regressar em segurança ao futebol num jogo com risco reduzido de transmissão, dada à situação epidemiológica que se vive atualmente na Madeira. Não conseguimos, por isso, apurar o que mudou, nestes últimos dias, na Região Autónoma da Madeira em termos epidemiológicos".

O Marítimo afirma o rigor e a exigência "no trabalho que realizámos e, por isso, fomos além do solicitado pelas autoridades oficiais noutros campos por esse país fora.

À medida que o trabalho foi sendo desenvolvido, teve, também, o acompanhamento e validação da Liga Portugal e da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência (APCVD)"

Os "verde-rubros" dizem que "estranhamente, e apesar de o nosso estádio ser de primeira categoria, permitir acessos diferenciados e garantir espaçamento suficiente para 749 espectadores, menos de 10% da lotação total (10600), o Governo Regional não permitiu o regresso dos adeptos ao futebol na melhor sala de espetáculos da Região Autónoma da Madeira. A tutela deve, por isso, um pedido de desculpas aos sócios do Marítimo pela alteração por si provocada".

O Marítimo, "exaltando o seu dever cívico e sentido de responsabilidade, vem pedir desculpa aos sócios e adeptos que se deslocaram, ordeiramente, durante o dia hoje, ao nosso estádio para levantar o seu ingresso e, consequentemente, comunicar que, na sequência da decisão emanada da conferência de imprensa do Presidente do Governo Regional, o processo de entrada de público no próximo jogo está forçosamente cancelado.

Continuamos determinados em trazer os sócios e adeptos do Marítimo ao Estádio e continuaremos a lutar por eles sempre que entendermos, como é o caso, que a situação epidemiológica permita e que a saúde pública não seja minimamente colocada em causa".

17 visualizações

Posts recentes

Ver tudo