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  • Henrique Correia

Governo dá um "aperto" aos jornalistas e lembra cumprimentos deontológicos

"A desinformação e a ausência de fontes credíveis são geradoras de insegurança junto da população", refere a nota de Pedro Ramos


A secretaria regional de Saúde e Proteção Civil emitiu hoje uma nota direcionada para a comunicação social e para os jornalistas sobre as informações veiculadas a propósito de um caso positivo de Covid-19, um médico ortopedista que foi testado positivo no regresso à Madeira.

A "pasta" de Pedro Ramos "reforça a importância do papel dos profissionais da comunicação na sua nobre missão de informar a população, nos diferentes contextos, principalmente em plena pandemia COVID-19"

A secretaria de Pedro Ramos alerta para o facto de estarmos a atravessar "um período diferente em matéria de saúde pública, o qual exige de todos nós, maior rigor, transparência, assertividade e diálogo. Reforçamos a importância da validação de todas as situações reportadas junto de fontes oficiais e institucionais.

A desinformação e a ausência de fontes credíveis são geradoras de insegurança junto da população, o que não abona em prol da defesa da saúde pública na Região Autónoma da Madeira"

Acrescenta a nota que "o objetivo das autoridades de saúde é proteger a saúde pública e com efeito a economia e a estabilidade social da Região Autónoma da Madeira.

Apelamos ao bom cumprimento das regras deontológicas que regem a atividade de todos os profissionais.

O jornalismo mais do que nunca, tem como principal missão comunicar a verdade dos factos e todos os seus profissionais devem se assumir como parceiros nesta nobre missão de informar a população".

Falta referir, dizemos nós, que o uso excessivo da comunicação social, como neste momento acontece na Madeira, por parte de quem governa, regional e localmente, tem o outro lado da "balança", o lado que interessa à população e que não interessa aos governos, que nestes casos invocam a deontologia para reserva de informação, não a dando com algumas indicações que o próprio Serviço público exige.

É óbvio que deve ser salvaguardada a identidade do profissional, mas o facto da informação oficial não ter sido tão clara quanto seria desejável, pode ter levado a algumas informações suscetíveis de não serem as mais corretas.

Quanto às fontes, deve haver sempre o cruzamento de informação. Mas para isso, é preciso que o Governo responda e esclareça. O que só acontece quando é conveniente.

É bom que os jornalistas cumpram com regras deontológicas. É bom, também, que os governos façam a sua parte e não respondam, apenas, quando lhes interessa.

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