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  • Henrique Correia

Governo de Costa tem 1.236 pessoas nos gabinetes; os governos são assim, este é só mais


É mau, muito mau. Mas não é nada de surpreendente. A democracia permite isto mesmo, o eleitor vota, na única vez que intervém no processo, e quem é eleito faz o que muito bem entende


De tempos a tempos, os governos, regional e nacional, debatem-se com notícias que apontam o dedo ao facto de terem muitos assessores nos respetivos gabinetes. Não é coisa nova, não é sequer deste ou daquele governo, é de todos, quais agências de emprego, empregando os que são necessários e recebendo os que precisam de colocação. Contratam, contratam, sem ninguém dar por isso e de repente surgem as notícias e é uma "correria" para dar explicações tendo em vista a compreensão do povo, já de si difícil, para mais nestas matérias. Só quem sabe é que sabe. Sabemos muito bem o que isso é.

Depois da abordagem recente sobre as assessorias no Governo Regional, que tem muitas, mas muitas já lá estavam, não é custo a mais, é custo antigo, um antigo recente, do género foram ficando e já que está deixa ficar. É assim que funciona, o resto é legalizar o imoral e legislar o que não se encaixa na lei que existe. Mas dizíamos, depois disso, surge uma informação do Correio da Manhã, que aborda o número de pessoas no Governo de António Costa. Uma situação, também ela, de grande dimensão.

O jornal diz que o atual Executivo de Costa tem 70 membros, entre primeiro-ministro, 19 ministros e 50 secretários de Estado. Nos gabinetes dos membros do Governo,, trabalham 1.236 pessoas, segundo os dados registados a 30 de junho último, um aumento de 77 elementos face a igual período em 2019".

É mau, muito mau. Mas não é nada de surpreendente. A democracia permite isto mesmo, o eleitor vota, na única vez que intervém no processo, e quem é eleito faz o que muito bem entende. Para o povo, fica o toma que é democrático. Daqui a quatro anos há mais.

Até final do ano, se estiverem atentos, além de uns ajustes muito diretos, se calhar ainda há mais umas assessorias, sobretudo para assessorar assessores. Tanto na República como na Região. As diferenças são mesmo de quantidade.



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