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  • Henrique Correia

Governo pensa Fim do Ano em círculo


Os círculos constituem um princípio, mas a inspiração em Fátima, com algum entendimento, só pode basear-se mesmo e só nos círculos, uma vez que Fátima é um local de oração, não há garrafas de champanhe, aguardente e afins



Parece que o Governo Regional quer inspirar-se no Santuário de Fátima para desenvolver a operação de final do ano na Madeira, no Funchal claro está, onde o espetáculo de fogo de artifício é o expoente máximo das festas natalícias.

Segundo o Governo, que cumprindo um procedimento padrão da sua governação, colocou essa possibilidade num dos jornais, desta vez o contemplado foi o Diário, a solução encontrada em Fátima é aplicável no Funchal para o 31 de dezembro. Tem tudo a ver. Círculos delineados no solo, para cinco pessoas, que na Madeira não irão estar certamente em oração. É uma ideia como outra qualquer, mas certamente não há uma pessoa, que no seu perfeito juízo, e conhecendo a noite de Fim do Ano na Madeira, tenha qualquer dúvida que podem riscar os círculos que quiserem, que as pessoas não vão conseguir ficar quietas no espaço e acaba tudo ao molho e, nesse caso, Fé em Deus.

Os círculos constituem um princípio, mas a inspiração em Fátima, com algum entendimento, só pode basear-se mesmo e só nos círculos, uma vez que Fátima é um local de oração, não há garrafas de champanhe, aguardente e afins, com passas, broas e bolo de mel, com a escolha dos melhores ângulos para apanhar este fogo que é melhor do que o anterior. É diferente, pelo que estamos em crer que a importação é mesmo só do modelo e não tanto pela eficácia do modelo adaptada ao 31 de dezembro.

Claro que quem deve decidir tem, à partida, essa dificuldade de decidir o que é melhor para a noite de fim do ano, sabendo-se que, por muitas fórmulas encontradas e círculos que se façam, a operação do fim do ano será, sempre, a menos má e não a melhor para travar ajuntamentos. Esqueçam, a partir do momento em que há fogo, pelo menos para manter minimamente o cartaz e alguma dinamização da economia, haverá ajuntamentos, as cinco pessoas por círculo não vão ficar no círculo, as garrafas já vão ficar fora, um vai comprar sumos para os miúdos, uma vez que é proibida a venda de álcool, esse leva-se de casa, outros vão às sandes. E será certamente um rodopio que não haverá círculo que chegue. Nem estou a ver termos um polícia em cada "roda", daquelas, iguais ou parecidas às de Fátima., seria impraticável. Para já, o círculo deve ser maior, se for para cinco pessoas, conheço os círculos que estão em Fátima e se for para aplicar aqui devem ser maiores. Mas isso é o menos importante, fazem maiores e está resolvido como circulo. Mas pronto, depende da perspetiva, é uma medida, pelo menos faz-se alguma coisa e avisa-se. Ninguém vai cumprir, mas o círculo estava lá. E o aviso também. A COVID-19 fica à responsabilidade de cada um. E para dizer a verdade, ter o fim do ano controlado só se não houvesse fogo, o que também não seria bom porque isso significaria aplicar uma medida de um quadro epidemiológico mais grave.

Ainda segundo a mesma notícia, se a situação se agravar, há a possibilidade de interditar o acesso à baixa, o que significa ajuntamentos mais para cima. Será sempre uma situação de risco, em qualquer dos casos.

É por isso que algumas decisões só podem andar mesmo em círculo...


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