Buscar
  • Henrique Correia

Governo vai ficar com as uvas que o mercado não quiser e para isso tem 611 mil euros



"Falamos de uvas de castas europeias, de entre as castas autorizadas para a produção de Vinhos com DO "Madeira" e "Madeirense" e com IG "Terras Madeirenses".




O Governo Regional autorizou, a título excecional, a criação de condições que permitam ao Instituto do Vinho, do

Bordado e Artesanato da Madeira (IVBAM) receber uvas de castas europeias, de entre as castas autorizadas para a produção de Vinhos com DO "Madeira" e "Madeirense" e com IG "Terras Madeirenses", que manifestamente não venham a ser adquiridas pelo mercado, desde que apresentem grau alcoólico provável igual ou superior ao mínimo legal e que

se apresentem em perfeito estado fitossanitário, limpas e frescas, até ao montante máximo de € 611.100,00 (seiscentos e onze mil e cem euros).

Numa decisão já publicada, o Governo argumenta esta medida considerando que "a produção de vinho e a cultura da

vinha tem uma enorme relevância social, económica, cultural, e turística na Região Autónoma da Madeira, que é fundamental continuar a conservar e a defender". Considera, ainda, que "a vinha tem uma enorme relevância social, económica, cultural, e turística na Região, que é fundamental continuar a conservar e a defender", além de que há um grande contributo do setor da vinha e do vinho no âmbito da intervenção humana na paisagem e a sua contribuição para a economia regional, nomeadamente

através da sua significativa importância na promoção turística do arquipélago".

E como não podia ficar de fora, a Covid-19 tem uma ação determinante nas dificuldades, acrescenta o Executivo: "Considerando que, em consequência da pandemia provocada pela doença da COVID-19, surgiram efeitos e consequências económicas nefastas, decorrentes da quebra do consumo, que afetou em especial a comercialização de

Vinhos com Denominação de Origem (DO) "Madeira" e "Madeirense", e com Indicação Geográfica (IG) "Terras Madeirenses", sendo que este acontecimento provocou um um decréscimo significativo na exportação do Vinho da Madeira, bem como implicou alterações ao funcionamento do Canal HORECA, que se traduz numa redução do consumo e consequente absorção dos Vinhos com DO

"Madeira" e "Madeirense" e com IG "Terras Madeirenses".

Face ao sucedido, refere o Governo, "os

operadores económicos produtores de vinho manifestaram, para o corrente ano de 2021, intenções de compra de uva

inferiores ao volume da produção expectável. Além disso, há a necessidade de manter o potencial produtivo vitícola, por forma a salvaguardar um tipo de

cultura permanente, cuja colheita é efetuada de forma unicamente anual".

Este tipo de cultura demora, no

mínimo, três anos a apresentar as primeiras produções, e que face à atual vulnerabilidade e consequente volubilidade

de mercado, urge a necessidade de implementação de medidas que beneficiem os viticultores, por forma a

incentivar a continuidade da prática da atividade".

5 visualizações

Posts recentes

Ver tudo