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  • Henrique Correia

Há 5000 infetados entre os profissionais de saúde em Portugal


Caso positivo do médico ortopedista madeirense causou natural apreensão na classe


A situação relacionada com as consequências da infeção por Covid-19 junto dos profissionais de Saúde constitui motivo natural de preocupação por parte das estruturas representativas da classe, sendo que se trata de um setor que, por motivos óbvios, é alvo de uma grande exposição ao risco.

Uma realidade que também atinge a Região, onde a incidência da doença tem sido menor, mas cuja preocupação é igualmente elevada. Ainda ontem, um médico, esoecialista em Ortopedia, testou positivo no regresso à Região, sendo que as estruturas de saúde revelaram que aquele profissinal de saúde remeteu-se ao isolamento e não contactou com outro profissionais.

O secretário-geral do SIM, o Sindicato Independente dis Médicos, avançou recentemente com um número de 5000 como universo de infetados entre os profissionais de saúde em Portugal. Jorge Roque Silva considerou que "o Governo está a tratar da segurança dos profissionais de saúde de forma cobarde. Os profissionais enfrentam diariamente a insegurança, sem condições nem físicas nem de equipamentos".

O dirigente sindical abordou, ainda, o problema das listas de espera, consuderando que as mesmas "agravaram-se com a incapacidade do Ministério da Saúde de encontrar soluções em contexto de pandemia de COVID-19. Os Centros de Saúde têm sido sobrecarregados com a vigilância de casos suspeitos de COVID-19 e vigilância de doentes com COVID-19, prejudicando o acesso a consultas de doentes não COVID-19. Os Médicos de Família, que já tinham 1.900 utentes por médico, foram agora sobrecarregados com mais tarefas relacionadas com a COVID-19. Apesar dos inúmeros apelos dos sindicatos, a Ministra da Saúde nunca reuniu com os médicos desde que tomou posse", pode ler-se na página do SIM no Facebook.


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