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  • Henrique Correia

Há propostas a explicadores para resolverem exames online: "Pago o que for"


Professora universitária: "Professores tenham cuidado e averiguem e tenham a certeza de quem está a resolver os testes porque agora até já pagam para alguém os resolver"



O alerta foi dado hoje por uma professora universitária, docente na Universidade da Madeira, na sua página do Facebook, expondo o assunto com a salvaguarda de origens e identidade, mas deixando margem para um debate que deverá ser sério e que resulta, numa outra vertente, até agora desconhecida, das consequências da pandemia, o ensino online.

Deesy Gomes Correia relata, na primeira pessoa, um episódio que merece, de facto, reflexão: "Uma história surreal. Pertenço a uma plataforma online de explicações e às vezes tiro umas dúvidas. Dá mais trabalho do que lucro mas pronto. Então contactaram me que precisavam com urgência de um explicador na área da engenharia mecânica. A minha resposta foi: mas ao nível de que unidades curricular o seu filho tem exatamente dúvidas? A mãe do aluno diz: não é para dúvidas é para resolver os exames do meu filho online. Pago o que for! Eu respirei profundamente e respondi: se o seu filho precisa de explicações posso preparar um plano de estudo mas não conte comigo para resolver testes no lugar do seu filho que isso é crime. Sabem o que a mãezinha respondeu: tem vários explicadores a fazer isto! Por isso professores tenham cuidado e averiguem e tenham a certeza de quem está a resolver os testes porque agora até já pagam para alguém os resolver! Fica aqui o alerta!"

Neste depoimento da professora universitária, além da própria tentativa constituir matéria para classificar a atitude de inqualificável, tem outro aspeto a merecer preocupação, a resposta da tal mãe: "Tem vários explicadores a fazer isto".

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