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  • Henrique Correia

Hipertensão é para alerta máximo; grande obstáculo é o caráter silencioso


A HTA é dos mais importantes fatores de risco vascular, contribuindo para até 45% das mortes por doença cardíaca e até 51% das mortes por acidente vascular cerebral.





Num contexto em que ocorreu a passagem do Dia Mundial da Hipertensão, o Serviço de Saúde da Região deu a conhecer alguns dados importantes sobre um tema de relevância e interesse generalizados, atendendo a que as doenças cardiovasculares permanecem a principal causa da morte e incapacidade a nível mundial.

Sendo a pressão arterial aquela que a coluna exerce sob a parede das artérias, a mesma passa a Hipertensão quando esta se encontra elevada de forma crónica.

Segundo dados revelados pelo SESARAM, a Hipertensão Arterial é dos mais importantes fatores de risco vascular, contribuindo para até 45% das mortes por doença cardíaca e até 51% das mortes por acidente vascular cerebral.

Na Madeira, em 2015, por dados fornecidos pela INSEF, a prevalência de HTA estava entre os 35% e os 65%, nos doentes que tinham conhecimento da doença, 66% já se encontrava sob tratamento e 70% tinha a HTA devidamente controlada.

O Serviço de Saúde adianta que estes valores "são semelhantes aos da restante realidade nacional. Em Portugal, os últimos dados apontam para um ligeiro decréscimo da prevalência de HTA, fruto de um trabalho notório de informação da população, campanhas de literacia em saúde e de uma rede de cuidados coesa e capaz, com o papel da rede de cuidados de saúde primário, a assumir um papel de destaque nesta frente".

O consumo de sal em toda a Europa excede transversalmente as recomendações e metas definidas pelas organizações internacionais de saúde, com Portugal no topo da lista. Mas como refere a informação disponibilizada pelo Serviço de Saúde, o grande obstáculo no combate à hipertensão "permanece o seu caráter silencioso", acrescentando que "a exposição prolongada a valores tensionais elevados poderá estar na génese de lesão progressiva ou aguda de órgãos fundamentais – já que a doença afeta os rins, o coração, o cérebro e os olhos".

O SESARAM recomenda "fazer um rastreio regular com intervalos de tempo variáveis consoante os níveis tensionais de base, medições sucessivas ultrapassando os 140/90mmHg, poderão sugerir HTA, sendo aconselhável uma avaliação médica".

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