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  • Henrique Correia

Hospitais da Madeira em projeto-piloto da DGS para vigilância da gripe


O projeto envolve a monitorização de 174 camas, em doentes admitidos nas enfermarias com diagnóstico de gripe confirmado pelo Serviço de Patologia Clínica do SESARAM.


Os Hospitais Dr. Nélio Mendonça e dos Marmeleiros vão integrar um projecto-piloto da Direção Geral de Saúde (DGS) na vigilância da gripe em enfermarias, com a monitorização de 174 camas, em doentes admitidos nas enfermarias com diagnóstico de gripe confirmado laboratorialmente pelo Serviço de Patologia Clínica do SESARAM.

Esta informação é referenciada numa nota publicada no site do Governo Regional, onde é revelado que "neste projecto de monitorização só existem dois hospitais incluídos sendo que o Hospital D. Estefânia monitorizou 15 camas e os hospitais Dr. Nélio Mendonça e Marmeleiros monitorizaram 174 camas, de acordo com o relatório da DGS relativo ao período de 2019-2020".

Este projecto segue "a mesma metodologia usada pela DGS para vigiar os casos graves de gripe admitidos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), em que o SESARAM também participa e, neste caso, através do Serviço de Medicina Intensiva e da Unidade de Neonatologia / Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos.

Com a mesma metodologia utilizada para as UCI’s, foram incluídas na vigilância da gripe, em 2019-2020, 8 enfermarias de 2 hospitais, num total de 189 camas: 

Hospital Dona Estefânia:


Enfermaria de pediatria (15 camas)


Hospital Nélio Mendonça:


Serviço de Pediatria (20 camas monitorizadas)


Serviço de Medicina Interna (105 camas monitorizadas)


Serviço de Ginecologia-Obstetrícia (49 camas monitorizadas) 


Conforme a DGS, este projecto tem como objectivos:


1 - Estimar a proporção de casos de gripe admitidos em UCI por semana;


2 - Caracterizar os casos de gripe por sexo, idade, presença de doença crónica subjacente ou fatores de risco, estado vacinal dos doentes, tipo e subtipo de vírus identificado, medidas terapêuticas aplicadas e alta/óbito.


De acordo com a DGS, “após a pandemia de gripe de 2009, onze países, Estados-Membro da União Europeia, implementaram sistemas para a monitorização dos casos graves de doença respiratória aguda. Em Portugal, na época gripal 2011-2012, foi lançado um estudo piloto para vigiar os casos graves de gripe admitidos em UCI. Nas épocas seguintes, a metodologia testada foi aplicada a mais UCI”.

Em cada hospital foi designado um ponto focal e a cada UCI foi pedida a confirmação laboratorial do diagnóstico de gripe (procedimento de rotina) e a identificação do tipo e subtipo de vírus influenza envolvidos.

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