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  • Henrique Correia

Idalino defende diferente o que é diferente no Porto Santo; Governo não mexe


Carta ao Governo: "Reabertura das atividades letivas presenciais, na EBS, no 3.º ciclo e Secundário, no imediato ou a partir da interrupção da Páscoa; encerramento, a partir das 22:00 horas, de todos os estabelecimentos de restauração,

bebidas e similares"




O Porto Santo está num patamar de ilha livre de Covid-19, "free Covid island" para quem acha, não é o meu caso, que fica melhor, e é mais "in", em inglês. O estatuto é conferido por dois períodos de 14 dias sem qualquer infeção, mas a ilha já leva mais tempo sem casos, um indicador que traria outra perspetiva já para a Páscoa. Mas não. Prevaleceu o princípio do "mais vale prevenir do que remediar"

O presidente da Câmara Municipal, com a frontalidade que vem demonstrando na sua ação política municipal, e também agora com a tranquilidade que o final de mandato lhe confere, em função da já anunciada não candidatura, tem colocado os chamados pontos nos "is". Na gestão Covid e não só. Foi na extensão dos testes ao Lobo, foi agora na defesa de uma chamada discriminação positiva para a ilha, relativamente às medidas que o governo adotou para a Região. Mandou uma carta ao Governo, a 24 de fevereiro, com sugestões para ajustar algumas das restrições, em função do quadro epidemiológico na ilha. Mandou a tempo de ver se tinha resposta para a Páscoa. Mas ficou tudo na mesma, mesmo que o Porto Santo seja uma ilha e pudesse, neste contexto Covid, ser um espaço mais fácil de controlar os focos, por comparação com qualquer outro concelho. Com vacinação geral, que não há, e testes aos visitantes, como já acontece.

Idalino sugeriu, mas a posição do delegado de Saúde não ajudou. É esta "dialética" politica/ Saúde. De um lado, o político, na perspetiva da recuperação da ilha, com interessante visão diferenciada e ponderada em muitos aspectos, mas a ter pouca recetividade, tanto das "elites" políticas locais, até do PSD , se calhar já com as autárquicas no horizonte, como do Governo PSD/CDS. Do outro, a saúde, com a ponderação, ao limite, dos fatores de risco. E realmente, é difícil rebater a saúde em primeiro lugar, mesmo pecando por excesso. Por ser saúde.

O presidente da Autarquia considerou, nessa carta ao Governo, que o Porto Santo, com a sua “cerca natural” geográfica, com a sua pequena dimensão e ao momento atual pela situação epidemiológica, tem condições para reajustar as medidas e as

restrições que têm sido impostas".

Idalino defende as seguintes alterações para a ilha, já não chega a tempo da Páscoa, mas ficaram escritas:


• Reabertura das atividades letivas presenciais, na EBS, no 3.º ciclo e Secundário, no imediato ou a partir da interrupção da Páscoa;


• Horário de encerramento do comércio às 19:00;


• Encerramento, a partir das 22:00 horas, de todos os estabelecimentos de restauração,

bebidas e similares, exceto para efeitos de take-away ou entrega ao domicílio;


• Horário do confinamento às 23:00, sendo admissível, mais cedo, em função do ponto

anterior.


• Deslocações à Madeira ou outros destinos, só em casos imprescindíveis, ou com motivos fortemente atendíveis (questões laborais, médicas ou cumprimentos de obrigações legais), desaconselhando viagens de lazer;


• Defendemos a vacinação integral da população, após terem sido vacinados o primeiro grupo prioritário na RAM (profissionais de saúde, bombeiros, forças de segurança, serviços essenciais, idosos,). Depois, sim, vacinar toda a população do Porto Santo.

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