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  • Henrique Correia

Iglesias promete não largar o assunto "Energia" por falta de resposta de Barreto

Socialista aponta a " forma pouco transparente como têm sido atribuídas as licenças e o registo prévio na Direção Regional de Economia e Transportes"



Miguel Iglesias, o líder parlamentar do PS, acusou o Governo Regional de "falta de transparência no que se refere ao setor energético" e confrontou Rui Barreto, o secretário da Economia, hoje, no debate sobre o diploma que adapta, à  Região, o decreto que aprova o regime jurídico aplicável ao autoconsumo de energia renovável. "Vem com um ano de atraso", reagiu Iglesias.

O socialista não gostou de ter ficado sem respostas de Rui Barreto. E já deixou um aviso: "Dado que o secretário regional da Economia não respondeu a nenhuma das perguntas colocadas, o Grupo Parlamentar do PS garante que irá exercer uma ação de escrutínio mais incisiva sobre esta matéria".

Miguel Iglésias acusa o Executivo madeirense de falhar no cumprimento das metas por si próprio estabelecidas de alcançar 50% de energias produzidas a partir de fontes renováveis e considera que a necessidade de criação de um portal de registo vai atrasar ainda mais o processo. «Ou seja, além do atraso da apresentação do diploma, os autoprodutores ainda terão de esperar mais meses pela criação do portal», lamenta o socialista.

O presidente da bancada socialista confrontou o secretário da Economia acerca da forma «pouco transparente» como têm sido atribuídas as licenças e o registo prévio na Direção Regional de Economia e Transportes, a qual é potencialmente geradora de desigualdades.

Por outro lado, Miguel Iglésias quis saber, com a entrada de mais energias renováveis, como ficam os contratos com os privados nas centrais a fuel no Caniçal (AIE) e com o gás natural (GasLink). «Terão os madeirenses que pagar mesmo que não sejam usados?», questionou.

O deputado do PS lembrou que 43,4% de toda a energia produzida na Região em 2018 foi produzida por privados, razão pela qual questionou Rui Barreto sobre o que levou o Governo Regional a fazer a Empresa de Eletricidade da Madeira abandonar a sua principal atividade. «Que interesses estão por trás de quase metade da produção de eletricidade na Região Autónoma da Madeira? Será por este motivo que a manutenção das centrais hidroelétricas tem sido deixada ao abandono, como podemos constatar com a degradação visível a olho nu na Ribeira da Janela, na Serra de Água ou na Fajã da Nogueira?», perguntou.

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