Buscar
  • Henrique Correia

Ireneu lança reflexão sobre influência do Turismo no modelo de desenvolvimento

O Representante foi à Ponta do Sol colocar o "dedo na ferida" em tempo de crise


O Representante da República para a Madeira foi hoje à  Ponta do Sol, nas comemorações dos 519 anos, colocar o que podemos chamar de "dedo na ferida" do nosso modelo de desenvolvimento, uma espécie de reflexão num momento em que os efeitos da excessiva dependência do Turismo, face à pandemia, tem números arrepiantes de hotéis fechados, desemprego e serviços periféricos parados. Devemos manter esta excessiva dependência? Um caso para debate.

Ireneu Barreto disse que "o tempo presente, como todos os momentos de mudança na História, traz receios e oportunidades, e obriga-nos a refletir. Refletir no futuro que queremos para a nossa comunidade, procurando que possamos sair desta situação mais fortes e preparados para os tempos desafiantes que nos esperam.

Perceber se não será desejável e possível, por exemplo, que a nossa economia regional possa diminuir a sua dependência do turismo, tão vulnerável a crises como a actual, e investir a longo prazo numa maior diversificação de actividades, rentabilizando de forma sustentável a imensa riqueza do nosso mar e da nossa natureza protegida, e permitindo a crescente internacionalização das nossas empresas". 

Ireneu aponta, também, a importância dos fundos europeus e um modelo que chame, a debate, as autarquias:

"Os fundos que a Comissão Europeia vai disponibilizar para combater os efeitos da pandemia e permitir a retoma do crescimento nos países da União, e dos quais é fundamental que a Região Autónoma da Madeira receba uma parte equitativa, com a sua condição ultraperiférica devidamente ponderada, serão porventura uma oportunidade para reforçarmos e modernizarmos os nossos sectores tradicionais, mas também para trilharmos caminhos novos e diferentes.

Esses fundos de solidariedade europeia entregues à Região devem ser, em minha opinião, utilizados num plano regional de desenvolvimento, a definir, à luz da Constituição e do bom senso, pelos órgãos de governo próprio. Pela mesma razão, será fundamental que a estratégia de desenvolvimento dos próximos anos seja articulada com as nossas autarquias, legítimas representantes da população, num processo revestido de ampla convergência e lealdade, ultrapassando conjunturais e tantas vezes artificiais divergências políticas, e percebendo todos que o momento excecional que vivemos deve servir para nos unir e concentrar no essencial: o Bem Comum e o futuro das próximas gerações de madeirenses e portossantenses". Do ponto de vista da fiscalidade, Ireneu também deu uma achega: "A minha convicção de que o incremento da autonomia fiscal da Região será uma questão verdadeiramente importante e essencial na evolução e aprofundamento da Autonomia Regional.

10 visualizações