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  • Henrique Correia

Ireneu pede atenção redobrada ao consumo de substâncias psicoativas



"São fator acelerador da criminalidade incidente sobre pessoas e bens e

isso é algo que os responsáveis políticos não podem ignorar, devendo tomar medidas ativas para o combater"





O Representante da República para a Madeira alertou hoje para a necessidade de uma atenção cada vez mais acentuada ao consumo de substâncias psicoativas, um tema em debate na Jornada de Reflexão sobre Novas Substâncias Psicoativas na

na Madeira, promovida pela Polícia Judiciária.

Ireneu Barreto disse que "com as especificidades que decorrem da sua insularidade, e tratando-se de uma comunidade de reduzida dimensão, as substâncias psicoativas são responsáveis por situações de verdadeiro drama pessoal, familiar e social. Para além disso, constituem um fator acelerador da criminalidade incidente sobre pessoas e bens".

Para o Representante "isso é algo que os responsáveis políticos não podem ignorar, devendo tomar medidas ativas para o combater"

Reconhece que estas preocupações "fazem parte, há muito, da agenda da Assembleia Legislativa. Tenho insistido, em diversos momentos, na necessidade de uma maior atenção a esta matéria e às suas implicações, nomeadamente quanto à minha preocupação com algumas tendências recentes de criminalidade e marginalidade na Região, as quais terão explicação no consumo de novas substâncias psicoativas".

Ireneu Barreto considera que "a Região deve continuar a estar atenta a este problema, pois, como se sabe, apesar de estas substâncias não estarem mais à venda em lojas “smartshops”, de forma livre, elas continuam no mercado, como as drogas clássicas. Onde a Região entenda que a legislação nacional não é bastante, e o quadro jurídico-constitucional lhe permita legislar, é perfeitamente legítimo que o faça no campo contraordenacional, dissuadindo condutas potencia

Em matéria de estupefacientes e substâncias psicoativas, não podemos ficar pela proibição, temos que continuar a investir na formação e na prevenção do seu consumo.

Por isso, repito, em boa hora realiza a Polícia Judiciária esta Jornada de reflexão, que desejo informada e consequente, para que possamos passar a uma ação cada vez mais rápida e eficaz.

Será, por certo, uma batalha que talvez não possa ser totalmente vencida, mas que vale a pena travar".



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