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  • Henrique Correia

Jardim anda a telefonar para pedir votos em Rui Rio; quotas pagas já vão em 1500


"Nas suas convicções democráticas, nunca foi atraído pela partidocracia e pelos jogos dos “interesses”, disse Jardim para justificar a sua aposta.




O prazo de pagamento das quotas do PSD termina na próxima quarta-feira, 17 de

novembro, dez dias antes das diretas do partido. Desta vez, a estrutura da Madeira prepara-se para participar na eleição a "contar" depois de nas últimas eleições internas ter ficado de fora por não cumprir o regulamento interno no que se relaciona com o pagamento de quotas. O líder não indica nomes, dá liberdade de voto. Mas os militantes mobilizam-se. É como se fosse um sim ou não ao regresso da ala Passos Coelho, personificada pela cândida de Paulo Rangel.

Segundo revela hoje o jornal Expresso, o nível geral de participação "já está acima dos 35 mil de há dois anos, pelo

que se prevê um caderno eleitoral com mais militantes"

Relativamente ao PSD-M, adianta o mesmo jornal, "já vai com mais de 1500 quotas pagas", sendo que "a tendência é para votar em Rangel, que tem Pinto Luz como um dos principais estrategos".

O Expresso diz que sabe que o próprio Alberto João Jardim está a fazer telefonemas para convencer os militantes, um a um, a votarem em Rui Rio. O antigo presidente do PSD-M, hoje presidente honorário, já tem vindo a público assumir a preferência por Rio atribuindo a Rangel uma ligação ao regresso da ala de Passos Coelho que segundo Jardim foi prejudicial ao partido. Na Madeira, o mandatário de Rangel é Rui Abreu, em tempos o "braço direito" de Miguel Albuquerque, também ele muito próximo de Passos Coelho.

Jardim já disse, publicamente, as razões que o levam a apoiar Rio: "Nas suas convicções democráticas, nunca foi atraído pela partidocracia e pelos jogos dos “interesses”, pessoais ou de grupos (como a maçonaria), no que também nos identificamos. Daí Rui Rio não subordinar o Interesse Nacional às sucessivas, pontuais e tantas vezes inúteis lutas partidárias. Nem subordinar o Interesse Nacional aos lóbis de várias naturezas, nem às pessoas que estão à espera que o PSD alavanque as respectivas ambições ou jogadas. 

O Expresso aponta como exemplo as últimas duas diretas, "Rui Rio ganhou por uma diferença de 3,4 mil votos a Pedro Santana Lopes, em 2018, num universo de 42 mil votantes; dois anos depois, em janeiro de 2020, bateu Luís Montenegro por

apenas 2 mil votos, quando votaram apenas 32 mil sociais-democratas".


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