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  • Henrique Correia

Jardim defende Governo de "salvação nacional", gosta de Rio mas é preciso mudar tudo



Jardim fala no "emburguesamento da classe política, que trouxe o partido a um situacionismo - principalmente com Passos Coelho e seus teóricos da "praga grisalha" - sem inteligência para sair do culto do politicamente correto"




Alberto João Jardim não passa sem este frenesim da política. Aos 78 anos, feitos hoje, continua como sempre, mesmo na reforma vai dando conselhos, vai propondo alternativas, vai correndo riscos de comparação com o passado, sobretudo naquelas partes menos boas, do género "diz isto mas fez aquilo". Jardim sabe, melhor do que ninguém, esses riscos. Mas a idade e o que sabe são suficientes para dizer o que pensa sem pensar naquilo que os outros dizem. É assim, não há nada a fazer.

Mas neste dia de anos, no habitual texto de articulista "residente" do JM, Jardim decidiu "aconselhar" o PSD nacional e de certo modo o País. Gosta de Rui Rio, garante-lhe lealdade, mas a verdade é que, mesmo gostando, acha que está tudo mal, o partido deve mudar o rumo, reorganizar-se internamente, mudar do politicamente correto e voltar raízes de Sá Carneiro. Não gosta de Passos Coelho, não é novidade, lembra desses tempos "o emburguesamento da classe política, que trouxe o partido a um situacionismo - principalmente com Passos Coelho e seus teóricos da "praga grisalha" - sem inteligência para sair do culto do politicamente correto"

Jardim defende que é preciso propôr e demonstrar "a inevitabilidade, a LEGITIMIDADE e a absoluta necessidade de um Governo de Salvação Nacional, com os Partidos democráticos, dada a situação económico-social de Portugal piorar de dia para dia e o País ter caído para a cauda da Europa mesmo antes do COVID. Absolutamente indispensável para os Portugueses segurarem o Estado Social".

Presença mais forte, mais interveniente e sobretudo prestigiada, nas Instituições Europeias, o que não é o caso português actual.

O ex-presidente do Governo Regional aponta a inevitabilidade de, internamente, "reorganizar o Partido", escreve que "o PSD não precisa de muitos Filiados. Precisa, sim, da Confiança da MAIORIA REAL dos Portugueses. O PSD não é uma agência de empregos. É um espaço de Trabalho e de Coerência Ideológica militante".


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