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  • Henrique Correia

Jardim elogia Barreto por desvalorizar o "paroquialismo partidário autárquico"


Escolhas autárquicas e coligações com o PSD levam líder do CDS a pensar na estabilidade governativa, nos equilíbrios, nos madeirenses e só depois no partido. Jardim gostou desta secundarização partidária.



Quem conhece o antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, está sempre à espera de surpresas, dentro do estilo imutável que alimentou uma relação de amor/ódio com o cenário político partidário, não só regional, mas também nacional. Agora, não no ativo, é igual a si próprio, não na Quinta Vigia, não nos comícios, mas no Twitter, no Facebook, também quando recebe visitas, muitas, no seu gabinete, já na Fundação Social Democrata, no Quebra Costas, onde foi casa de família.

Mas de surpresa em surpresa, cá está mais uma: Jardim escreveu um elogio rasgado a Rui Barreto, precisamente pelo facto do líder do CDS Madeira ter declarado, depois da Comissão Política Regional do passado sábado, para tratar das autárquicas, que a prioridade é salvaguardar a estabilidade governativa, na coligação com o PSD.

Barreto declarou que "todas as decisões serão tomadas com base na necessidade de equilíbrio, colocando sempre, em primeiro lugar, o interesse das populações, a busca de consensos para ultrapassar a crise e, finalmente, os interesses do partido. Nenhum madeirense me perdoaria se invertesse estas prioridades, ou seja, se colocasse, à frente da defesa das populações e da busca dos necessários equilíbrios, os interesses do partido".

Ora bem, foi isto que motivou esta reação de Alberto João Jardim: "Bem o Líder regional CDS. Primeiro, o Interesse Coletivo. Segundo,a estabilidade e a solidez governativa. Só depois o paroquialismo partidário autárquico,

subvertido por inscrições e quotas pagas por terceiros golpistas".


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